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Como ter um diálogo interior saudável

Quem ajudo, quem observo e quem conheço pensa, sente e pensa sobre o que pensa e sente. Sobre a sua experiência interior. Como é que aí a conversa interior se torna prejudicial? Como fazer para que seja saudável?

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Durante muito tempo (mais do que gostaria de admitir), evitei falar nalguns pensamentos com um impacto negativo e limitador no viver a minha vida. Em fevereiro, no meio de outro confinamento devido à pandemia da Covid-19, passava pelos meus desafios pessoais e enfrentava contratempos.

 

Como, por exemplo, não me ser permitido, devido às restrições de viagens com os confinamentos, facilitar o meu programa de retiro em caminhada (GreenLight Transformation Walk) a pequenos grupos. Estava com medo do futuro, da incerteza, frustrado e desanimado por algumas coisas não correrem como esperado, ou no ritmo desejado. Enfim. Com “os pensamentos a correrem descontroladamente” temos um sinal de algo poder “descarrilar”.

 

Uma tarde, estava eu na varanda, a saborear café na minha caneca favorita, quando me surgiu esta pergunta: Quando é que aprendi a gerir os meus pensamentos e o meu diálogo interno de forma integrativa, humana e saudável?

 

Pergunta estranha. Eu sei. Mas antes de iniciar o meu desenvolvimento pessoal de forma consciente, de viajar em 5 continentes, e de aprender sobre psique e comportamento humanos nos últimos 21 anos, eu não aprendi como fazer essa gestão. Certo, fui captando alguns pensamentos, crenças e exemplos. Mas nada a ver com gerir e guiar os meus pensamentos e o meu diálogo interior, de forma saudável e eficaz.

 

VEJA TAMBÉM: MOSTRAS OS TEUS LIMITES OU LIMITAS-TE?

 

Nos últimos anos, especialmente nos confinamentos, fiquei cansado e triste por saber de tantas pessoas a sentirem a sua energia drenada. Com poucos recursos e ferramentas adequadas para lidarem com as batalhas internas. Com pouca paciência, pouca clareza, pouca paz, menor discernimento, ou reflexão saudável, e menos autocuidado para tomarem bem conta delas.

 

Ficando exaustas, em burnout, ansiosas, dispersas, sem confiança, preocupando-se demasiado, duvidando de si mesmas, ou sem se amarem. Com o impacto limitador disso em si e na relação com os outros. Especialmente com quem amam, e que as ama.

 

Cada pessoa tem coisas em que pensar. Algumas pensam demasiado – o que em inglês se chama de overthinking. Ficam presas num rodopio dentro de rotundas mentais das quais não se sentem capazes de sair. Outras recebem os pensamentos e resignam-se com eles. Sem questionar, reflectir, decidir e agir, saudavelmente, sobre os mesmos.

 

Naquela tarde, com a caneca de café a aquecer-me as mãos, ganhei uma nova consciência sobre o quanto aprendi. (E sobre os milhares de euros que isso custou) Também sobre o quanto sei, quero e posso fazer para que mais pessoas orientem e lidem com os seus pensamentos de outra forma! Para transformarem/criarem uma relação saudável com o diálogo interior. Para que possam saborear mais a vida. Como merecem.

 

Imagine como seria a vida se cada pessoa pudesse…

. lidar melhor com pensamentos que a perturbam, assustam, ou com os quais não sabe lidar.

. identificar e orientar cada Voz Interior atempadamente, sem se limitar ou sentir a energia drenada por aquela.

. ter no bolso mais ferramentas, exercícios, perguntas e estratégias para lidar com qualquer pensamento que surja.

. alinhar e pôr pensamentos opostos a trabalhar em equipa para a intenção comum, para o objetivo relevante, que escolheu com todo o coração.

Isto mesmo que… já saiba sobre psicologia, comportamento humano, pensamentos e gestão de emoções. Ou que ainda não saiba nada sobre isto!

 

Foi por isso que criei o HOST – Healthy Owned Self-Talk. O programa online que permite identificar, compreender noutro nível e transformar construtivamente o diálogo interno. Nada que ver com coisas desatualizadas ou limitadas. Como o ignorar, esconder ou empurrar pensamentos “negativos” para “baixo do tapete”. Ou forçar-se a pensar positivo.

 

Criando uma conversa interior que traz mais escolhas na relação interior e com quem interagimos. Sendo feito ao ritmo da pessoa, no seu horário, com opções e instruções passo a passo de exercícios para aplicar e adaptar à sua realidade. Também com opções extra de áudios dos conteúdos e de participar (online) num grupo pequeno.

 

Por agora, está em inglês simples e acessível aqui. Se não domina o inglês, teria interesse no programa em português?

 

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