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Como sobreviver a um chefe Idiota

Nesta altura da minha vida agradeço não ter um chefe, corria o risco de ser um idiota… esforço-me para também eu não me tornar idiota…

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Não estão em vias de extinção e multiplicam-se todos os dias. As anedotas proliferam nas mesas dos almoços, satirizando as qualidades ou ausência delas desta nobre criatura, o chefe. A pergunta na mente da maioria dos trabalhadores nos nossos dias é “porque é que os idiotas se tornam chefes?”. Uma pergunta sem resposta óbvia, mas com alguma esperança, afinal nem todos os chefes são idiotas e nem todos os idiotas são chefes. No entanto, sabemos que as pessoas deixam as chefias não as empresas pelo que é importante reduzir a idiotice.

 

Um mundo empresarial sem idiotas é um feito improvável, a maioria das pessoas é promovida a chefia sem uma preparação prévia, pelo que a maioria se limita a imitar o estilo de liderança do seu antecessor, o que por vezes pode ser verdadeiramente desastroso.

 

Desta forma, o verdadeiro desafio passa por desenvolver uma perspetiva tranquila para não se deixar perturbar e também minimizar os efeitos de uma sociedade com chefes idiotas.

 

A primeira dica, não seja, você, um idiota. Pense antes de falar, não precisa de falar tudo o que pensa, mas pense em tudo o que for falar. Faça uma gestão adequada das suas emoções e escolha cuidadosamente as palavras que vai utilizar. Pratique a empatia, coloque-se no lugar do seu chefe e procure entender a lógica ilógica. Tente ver o seu ponto de vista.

 

Não fale negativamente da sua chefia. Apesar de poder ser prazeroso desafiar a autoridade, as consequências podem ser verdadeiramente penosas. Recuse de forma educada falar negativamente da sua chefia, desligue-se desta conversa viciosa e foque-se em encontrar uma solução para lidar com a idiotice.  Foque-se no macro, na organização como um todo, e não no idiota em particular.

 

Evite cair no buraco negro da atribuição de culpa. Não entre no ciclo de vitimização e culpe a sua chefia por tudo o que lhe acontece. Quando culpa os outros, incrimina-se a si próprio e coloca o foco na pessoa e não no problema. Alargue o pensamento, tenha uma visão abrangente e foque-se na solução. Fale de forma direta, objetiva e focada, sem nunca perder a cordialidade. Seja acima de tudo profissional.

 

Não implique com o seu chefe, ao fazê-lo afasta-se do seu foco e da sua responsabilidade. Não precisa de se calar a tudo, mas também não precisa de amuar, resmungar, queixar-se, “chamar-lhe estúpido, de forma diplomata, ou discutir de forma agressiva e sem sentido.  Seja profissional, faça o que fizer, faça bem. Comporte-se de forma a que envie uma mensagem clara do que verdadeiramente é. Lembre-se ninguém lhe pode retirar a sua dignidade. Em vez do “sim, mas”, use, o “sim e”, estará a ser estratégico e a focar-se na solução.

 

Lembre-se todos os dias de que não é invisível. Nunca não está a comunicar e é mais vezes alvo de observação do que aquilo que pensa. A sua adaptação a esta realidade, só depende de uma atitude, a sua. Não permita que ninguém lhe roube o seu bom humor. Será o maior desafio, mas simultaneamente a maior conquista.

 

Apesar de idiota, não considere o seu chefe um inimigo. Certo é que também não o deve considerar um amigo, mas não foque o seu dia a lançar farpas à sua chefia. Use o tempo de forma útil e não a provocar a irritação da sua chefia. Não esqueça de lhe dar feedback de acontecimentos importantes e relevantes para a organização. Trabalhe em colaboração, não em competição. Ajude o seu chefe a atingir os objetivos da organização.

 

Por último, pratique a descrição. Informação é poder.  Evite “mexericos” e falar demais. Nada impede de recolher o máximo possível de dados antes de partilhar problemas ou tomar decisões.  Seja paciente e pense a longo prazo.

 

Minimize e descomplique!

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