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Como ser líder num ambiente multicultural

É cada vez mais fácil termos nas empresas colegas e chefias de diferentes culturas, países e credos. E isso implica desafios sobretudo na liderança.

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“Há uma história atrás de cada pessoa”, esta frase descreve pluralidade, diversidade, variedade, diferença, descreve multiculturalidade. É cada vez mais fácil termos nas empresas colegas e chefias de diferentes culturas, países e credos, mas claro que isso implica desafios sobretudo na liderança.

 

Liderar equipas multiculturais é sobretudo entender, aceitar e não julgar a diversidade dos colaboradores, nas suas diferenças culturais, de hábitos e valores, e como autores de novas perspetivas, com o objetivo de criar mais valias para a equipa e para o negócio.

 

Cada cultura tem uma história, tem um “background”, tem uma essência, tem uma “presença” que é única. Nós e os “nuestros hermanos” somos mais que tudo vizinhos, pois somos tão diferentes. Mas a “chispa” espanhola é reconhecida mundialmente, pois é o que os caracteriza, esse dinamismo, essa força. É habitual sabermos onde estão as equipas espanholas, latinas ou italianas, o “som” é evidente, aquela alegria é única.

 

“Râler est aussi évoluer” disse alguém uma vez sobre as equipas francesas, e sim quando se reclama também se evolui. As equipas francófonas prezam, em geral, focadas no “bien-être” do seu cliente.

 

“Focus, focus, focus” é característica das equipas nórdicas ou germânicas. Cumprir metas, horários e fazer “savings”.

 

Muito mais se poderia dizer sobre as várias culturas dentro de uma empresa, mas algo que é incrível na multiculturalidade é que o ambiente de trabalho é mais dinâmico e estimulante, surpreendentemente bom.

 

Contudo, há mais probabilidade de haver conflitos, mal-entendidos e choques culturais. Não significa que isso afete negativamente o desempenho da equipa, pelo contrário, maior diversidade significa maior criatividade, pois quanto mais variadas as opiniões e ideias forem, mais provável será a ocorrência de pensamento “out side the box” e da resolução de possíveis problemas ou diferenças. O segredo é: respeito e uma boa colaboração.

 

Aqui entra em “ação” uma boa liderança. Uma equipa quanto mais diversa, mais rica. Bons líderes são bons companheiros de luta. Não impõem, fazem quando necessário. Não ordenam, dão meios para concretizar. Não são dominadores, sabem delegar.

 

Numa equipa multicultural, ser paciente, respeitoso, focado, humano, assertivo, disponível e acima de tudo “open-mind” ajudará a sua equipa cheia de diferenças a sentir-se coesa, unida, balizada.

 

Um “líder” que diferencia membros da equipa é um chefe, não um líder. E assim sendo, não influencia ninguém, não motiva ninguém, não potencia o melhor de ninguém, nem mesmo o seu.

 

“A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns”, disse Abraham Lincoln.  Neste caso da liderança na multiculturalidade, esta frase encaixa como uma “luva”. Pessoas comuns (talvez) nas suas culturas, podem ser levadas a “desenvolver habilidades extraordinárias” dentro duma equipa multicultural onde todos somos um.

 

 

 

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