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Como reduzir a inflamação no organismo através da alimentação

Tratar a saúde primeiro que a doença. Cada ano que passa ficamos mais velhos cronologicamente, no entanto, do ponto de vista biológico a forma como as pessoas envelhecem varia muito. Estamos codificados para viver até aos 120 anos, embora atualmente vivamos em média 78 anos.

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O objetivo de qualquer medicina Integrativa é implementar através do conhecimento e da sabedoria um novo modelo de saúde com objetivo de promover níveis elevados de bem-estar e saúde.

 

Tratar a saúde primeiro que a doença. Cada ano que passa ficamos mais velhos cronologicamente, no entanto, do ponto de vista biológico a forma como as pessoas envelhecem varia muito. Os biomarcadores do envelhecimento ocorrem muito mais depressa numas pessoas que noutras.

 

Segundo os geneticistas, estamos codificados para viver até 120 anos, embora atualmente vivamos em média 78 anos, mais do que se vivia há séculos e menos daquilo que poderíamos viver. Segundo o Drº Manuel Pinto Coelho, especialista em medicina antienvelhecimento, um dos principais fatores deve-se à inflamação crónica.

 

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A inflamação inicial é positiva, pois é o resultado de o organismo a responder a uma agressão, contudo, se esta inflamação se tornar crónica pode fazer com que o corpo se ataque a si mesmo, danificando células nervosas, artérias e fazendo com que as células se multipliquem descontroladamente.  Vários são os artigos científicos que fazem o paralelismo da inflamação crónica com doenças como artrite reumatoide, cancro, doenças cardíacas, asma, diabetes e Alzheimer.

 

O diagnóstico médico pode acontecer numa fase já tardia, contudo, podemos e devemos incorporar na nossa vida hábitos e estilos de vida saudáveis promotores de equilíbrio e hemóstase, fazendo com que determinados genes ‘menos bons’ não se expressem. A alimentação equilibrada, exercício físico, gestão de stress são dos principais pilares da saúde integrativa.

 

Devemos, pois, identificar quais os alimentos mais inflamatórios para o nosso organismo e reduzir o processo inflamatório instalado. Quando se começam a fazer alterações no regime alimentar e no estilo de vida começamos a reduzir a inflamação. Uma vez a microbiota reequilibrada, a sensação de fome diminui, aumenta o nível de energia, reorganiza-se os neurotransmissores cerebrais com consequente sensação de bem-estar.

 

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Alguns dos alimentos anti-inflamatórios são: frutas e legumes, que deveram ser coloridos, pois são ricos em antioxidantes. Alimentos ricos em ácidos gordos ómega 3, como os peixes pequenos e crustáceos, pois auxiliam na neurotransmissão entre os neurónios efetuada pelos axónios – estes possuem um revestimento formado por células especializadas e ricas em ácidos gordos e garantem que os impulsos nervosos são transmitidos de forma rápida e correta.

 

O ácido eicosapentaenóico (EPA) aumenta a libertação de serotonina através dos neurónios pré-sinápticos, reduzindo moléculas de sinalização inflamatórias no cérebro, conhecidas como prostaglandinas da série E2. Estas inibem a libertação de serotonina e sugerem como a inflamação pode ter um impacto negativo na serotonina no cérebro.

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