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Como podem os amigos de quatro patas ajudar a promover o bem-estar e a saúde

Mais conhecido como o melhor amigo do homem, o cão é não só uma grande companhia como pode também ser um elemento essencial para a sua saúde. A instrutora de cães de assistência, Daiana Ferreira, explica-lhe tudo acerca das intervenções assistidas por animais.

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O historial de utilizar animais para promover o bem-estar e a saúde através de terapias já é longo, mas nem sempre é fácil compreender como estas funcionam. São geralmente utilizadas para promover o bem-estar físico, social, emocional ou o funcionamento cognitivo de indivíduos ou grupos. Os animais mais utilizados são os cães, os cavalos e os coelhos. Os animais de quinta e os burros também são referenciados, assim como os gatos, as aves e os golfinhos.

 

Daiana Ferreira é presidente da associação de cães de ajuda social Kokua, psicóloga e instrutora de cães de assistência e explica que «as intervenções assistidas por animais (IAA) são todas as intervenções onde, através do vínculo com o animal, um profissional formado procura promover melhorias na vida dos sujeitos envolvidos».

 

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Este conceito inclui também a educação assistida por animais (EAA), as atividades assistidas por animais (AAA) e as terapias assistidas por animais (TAA), definida pela instrutora de cães de assistência como «uma intervenção complementar orientada por objetivos específicos onde um animal, que reúne certos critérios específicos, forma parte integral do processo terapêutico. O processo deve ser desenvolvido, documentado e avaliado por profissionais da área da saúde».

 

No entanto, a amplitude destas terapias é muito grande, desde que promovam benefícios para o utente no seu processo de reabilitação ou educativo. É também necessário que os animais desfrutem das sessões de trabalho e tenham formação, tal como o profissional que os acompanha.

 

«É importante ter em conta que a terapia assistida por animais é uma intervenção complementar, isto é, o animal de terapia irá entrar no processo terapêutico para auxiliar a intervenção de forma a tornar as sessões mais motivantes e mais produtivas para os utentes, sem esquecer que, de base, estará sempre algum profissional da área de trabalho em questão, por exemplo, psicologia, psicomotricidade, fisioterapia, terapia da fala ou ocupacional», explica Daiana Ferreira.

 

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O funcionamento destas terapias varia consoante as características do participante e também do animal, são ajustadas conforme as necessidades do utente e os objetivos que se pretendem alcançar, previamente definidos.

 

Apesar de serem dos mais utilizados, não são apenas os cães que se podem utilizar nestes tratamentos. No entanto, a instrutora enumera características específicas que se devem ter em conta «o estado de saúde do animal deve ser respeitado, um animal não deve trabalhar com doença, dor ou desconforto, quer por respeitar o bem-estar animal, como por assegurar a segurança dos participantes já que uma situação de doença poderá, por um lado, pôr em risco alguns aspetos associados à saúde pública (transmissão de certas patologias), como também pode provocar alguns comportamentos “agressivos” por parte do animal, como forma de defesa perante a dor».

 

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