Como fazer um ser humano
A biologia explica-nos que, após a fecundação de um óvulo pelo espermatozoide, começa a existir um ser novo. Estamos perante uma nova célula com identidade genética própria, diferente da que pertence aos que lhe transmitiram vida e com capacidade para gerar o seu próprio desenvolvimento.
Pensar em como fazer um ser humano remete-nos para um idílico momento de dois seres em união de corpos para conceber um filho. No entanto, esta é uma decisão cada vez mais complexa, menos romanceada, mais idealizada em sentido de oportunidade ou momento na relação a dois, onde os fatores da vida social, profissional, condição física e financeira são valores pesados para a decisão de fazer e criar um filho.
Até há cerca de 20 anos, as mulheres tornavam-se mães entre os 21 e os 35 anos, fase áurea do metabolismo fisiológico funcional e hormonal de todo o corpo feminino. Isto porque a sociedade familiar e geracional tinha valores diferentes sobre o “criar” família cedo, enquanto se era novo. Mas a influência dos fatores epigenéticos sociais e comportamentais alteraram todos estes conceitos, sobretudo porque cada vez mais é influenciada pelo gene do egoísmo, o “meme” .
A biologia explica-nos que, após a fecundação de um óvulo pelo espermatozoide, começa a existir um ser novo. Estamos perante uma nova célula com identidade genética própria, diferente da que pertence aos que lhe transmitiram vida e com capacidade para gerar o seu próprio desenvolvimento.
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Passará por vários estágios evolutivos do ser vivo até à sua morte. Todos os tecidos e órgãos nascem a partir do intestino primitivo, que forma um arco reflexo dividido por três folhetos embrionários, intestino anterior, intestino médio e intestino posterior. E de cada segmento do intestino, originam-se diversos órgãos.
Mas as experiências de vida, boas ou más, influenciam os óvulos e os espermatozoides até à quarta geração, mudando o destino determinado pela herança genética, ou seja, somos afetados pela herança ”epigenética transgeracional” (algo no ambiente altera a saúde da pessoa exposta, mas também dos seus descendentes).
Uma gravidez de sucesso é aquela que gera um bebé saudável e uma mãe feliz. É a mãe quem controla o crescimento do novo ser através do fornecimento de alimentos saudáveis e de oxigénio, e é a soma dos dois quem determina o tamanho da criança à nascença.
Ao terceiro dia, o embrião manda sinais moleculares à mãe para que ambos se coordenem como vidas diferentes em perfeita simbiose durante toda a gestação. O tamanho “in útero” depende do nível de serviços que a mãe pode fornecer; comida e acomodação. A nutrição pode afetar o embrião através dos sinais hormonais causados à mãe, e são estes sinais que irão gerar ao embrião a informação e a experiência que vão fazer dele um ser saudável.
Uma alimentação equilibrada e variada molda todos os órgãos e os sistemas do bebé, porque não são os genes adquiridos à nascença que determinam a qualidade de vida do novo ser, mas sim a interatividade entre os genes e o ambiente durante o seu desenvolvimento.

A tarefa do alimento em cada ser humano é a sua conversão em energia, devemos absorver toda a sua força. Na estrutura mineral do alimento existe uma grande semelhança com a nossa própria estrutura mineral, pelo que nos tornamos, no que comemos, como comemos e quando comemos. Quanto mais vida o alimento possua, menos adoecemos, porque estamos a ingerir nutrientes bioativos e funcionais, onde não se alterou a sua constituição, sendo esta absorvida pelo nosso corpo quase na sua maior parte.
Um ser humano adulto, com uma vida saudável entre os 21 e os 60 anos, com 70Kgs de peso total, é constituído por 11 tipos de elementos minerais (6 não metais e 5 metais) e por 4 compostos gasosos.
Costumo dizer com frequência que somos feitos de pedras preciosas capazes de se transformarem num belo diamante (ser humano), porque somos feitos de minerais que transportam a energia vibratória cheia de piezoeletricidade (propriedades elétricas e mecânicas de certos minerais produzirem energia e pressão para gerar carga elétrica).
O cientista “Albert Einstein” considerava que a vida no corpo humano existe através da ressonância de um campo vivo, explicada pela física quântica, porque o campo vivo representa a figura do universo interconectado e que por isso “Nós Somos O Universo”.
A memória das nossas células é a “matrix” básica do desenho humano e não se perde ou se destrói. Ela é a energia da vida e circula através da composição dos nossos estados gasosos, oxigénio, carbono, hidrogénio, nitrogénio e minerais essenciais, numa relação entre natureza, nutrição e o genoma humano. Esta energia de vida deve ser reforçada por “Valores Humanos numa ação de Cidadania consciente e pela conquista da Paz e do Respeito pelo Planeta que nos acolhe”.
TABELA DA COMPOSIÇÃO DO CORPO HUMANO
Esta constituição está distribuída em peso da seguinte forma:
- 1,0gr-Silício (Si) não metal
- 2,3g-Zinco (Zn) metal
- 2,6g-flúor (F) não metal
- 4,2g-ferro (Fe) metal
- 19g-magnésio (Mg) metal
- 95g-cloro (Cl) não metal
- 100g-sódio (Na) não metal
- 140g-enxofre(S) não metal
- 140g-potássio(K) metal
- 780g-fósforo(P) não metal
- 1kg-cálcio (Ca)metal
- 1,8kg-nitrogénio(N) gás
- 7kg-hidrogénio(H) gás
- 16kg-carbono(C) gás
- 43Kg-oxigénio(O) gás
Cerca de 90% dos elementos distribuídos na tabela acima contêm 42 litros de água, onde estão incluídos os elementos gasosos (carbono, hidrogénio e oxigénio) repartidos por dois terços das células e o restante no sangue, plasma, linfa e órgãos. A maior parte da nossa composição corporal e molecular é gasosa, tem cálcio, fósforo, potássio, enxofre e sódio e só depois, em menor percentagem, estão os outros minerais de menor interação.
Mas se formos ver a importância de cada elemento, concluímos que todos, independente da sua quantidade, são vitais para existirmos, porque se algum destes elementos nos faltar a nossa vida fica comprometida.
A glândula pituitária tem alto teor de iodo, fósforo e manganês, a glândula pineal é rica em fósforo, enxofre e manganês, a medula adrenal em enxofre, fósforo, iodo e manganês. O córtex adrenal tem cálcio, ferro, flúor e silício. As glândulas tiroide, paratiroides e o hipotálamo são repletos de sódio, potássio, magnésio, cloro e iodo.
Os olhos, que são a grande janela do corpo humano e por onde assimilamos a luz do dia que controla o ciclo circadiano, o qual comanda toda a ação da incrível máquina humana, são compostos por enxofre e cloro. Os ouvidos que nos permitem gerir a orientação e o equilíbrio contêm flúor, ferro, magnésio e cloro.
Os ossos e dentes são feitos de cálcio e fósforo, a pele de silício, enxofre, sódio manganês e cobre. Os músculos são constituídos por potássio, magnésio, cloro, manganês, cálcio, fósforo e silício. No cabelo e unhas, temos ferro, silício, enxofre, cloro e zinco.
O sistema nervoso central é composto por fósforo, sódio, iodo, enxofre, potássio, silício, magnésio, cálcio e manganês. O coração por ferro, potássio, cálcio e fósforo. O sangue contém ferro, cobre, zinco, sódio, potássio e cálcio. Nos vasos sanguíneos corre magnésio, silício e enxofre.
O nosso sistema excretor tem na sua constituição os seguintes órgãos: o baço, que é o filtro (cemitério) do sangue, é rico em ferro, cobre, cloro, sódio, potássio e magnésio. O fígado tem zinco, selénio, enxofre, ferro, potássio e magnésio. Os rins, que são o grande filtro de função dupla, porque produzem urina e auxiliam na limpeza dos resíduos tóxicos do sangue, são compostos por potássio, cloro, flúor, manganês, magnésio, cálcio, ferro e silício. A bexiga é gerida pelo silício e flúor. Nos pulmões temos manganês, fósforo e silício. Nas células beta do pâncreas temos níveis elevados de zinco, manganês, potássio e cromo.
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No sistema gastrointestinal, o potássio, sódio, cloro, flúor, iodo, cálcio e o ferro contribuem para a boa função da digestão e da assimilação dos nutrientes. A próstata é rica em zinco, silício e magnésio. Os testículos são elevados em silício, manganês, fósforo, magnésio e zinco.
O oxigénio que inspiramos é usado por todas as células para libertar a energia dos alimentos que ingerimos. Fortalece o funcionamento do cérebro, a regeneração celular e a vitalidade. É o elemento precioso para a célula mitocondrial produzir energia.
O hidrogénio é o elemento da hidratação e responsável por prevenir as inflamações, promover a transferência dos nutrientes através das membranas celulares. Encontra-se nas secreções e tecidos moles, no soro, sangue, linfa, cérebro, pulmões, nos órgãos glandulares, fígado, rins, baço e pâncreas.
Do ponto de vista da frequência e ressonância vibratória dos nossos minerais (oligoelementos essenciais), cada elemento desta composição do tecido humano tem a função de uma nota musical tocada por cada instrumento de uma grande orquestra sinfónica. Se um falhar, perde-se a harmonia. Nesta analogia, o grande maestro é a água.
Constituída por dois átomos de hidrogénio e um de oxigénio que se ligam entre si, a água é uma substância essencial para a manutenção da vida na terra e um dos compostos básicos das nossas células. Este valioso líquido é capaz de dissolver substâncias no estado gasoso, sólido e líquido. O seu maior papel é ser um antioxidante de grande valência.
Paracelso, que era médico na Idade Média, mostrou que beber água com regularidade serve para auxiliar na cura de um corpo doente, porque o seu conteúdo solvente, elétrico e mineral, contribui para a regulação de todas as funções do metabolismo funcional humano. Por isso se diz que a água é o grande solvente do universo.
Somos 99,9% semelhantes, mas todos somos únicos e diferentes.
Fontes bibliográficas:
Ott, A. Tru. Welness Secrets For life: An Owner’s Manual For the Human Body. Cedar Mountain Publishinh, 1999.
Basser, Andrew C. “Biological Sgnificance od Piezoeletricity”, Calc. Tiss. Res, Vol.I, 1968