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Como agir e reagir aos balanços da vida

E se pudesse desfrutar e aproveitar melhor os altos e baixos da vida? Hoje, partilho o que aprendi sobre isso numa curta viagem de barco.

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Imagine como seria viver com maior leveza, serenidade e felicidade, com o balanço da vida e os seus remoinhos diários.

 

Recentemente, uma amiga celebrou o seu aniversário com uma volta de barco pelo rio Tejo. Juntando com o aniversário do seu companheiro, reuniram amigos e lá fomos. Esteve um dia meio cinzento. Entre alguma chuva e alguns períodos com céu meio aberto, houve conversa, bebida, bolo de aniversário e… também balanços e balanços, para baixo e para cima, para a direita e para a esquerda, entre a corrente do rio, a maré do oceano e o motor do barco.

 

Observei que, tal como noutros contextos e tipos de barcos, diferentes pessoas lidam de formas diferentes com os balanços e o seu momentâneo desequilíbrio interno. Umas escolhem agarrar-se a um corrimão, ou a uma mão ou braço de alguém. Outras optam por se encostarem a algo ou se sentarem. Outras firmam-se, mais ou menos, rigidamente com os pés no soalho, tensas. Outras balançam “ao sabor” do balanço do barco, flexivelmente, levemente mudando o apoio de uma perna para a outra.

 

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As primeiras procuram um suporte externo, pessoa ou objecto, para se manterem equilibradas, para não vacilarem ou irem abaixo. As segundas, com mais ou menos critério, seleccionam qual lugar, ou objeto, lhes dará mais estabilidade. As terceiras enfrentam sozinhas os abanões, resistindo à força externa que as abana, trazendo mais tensão ao seu corpo. As últimas…

 

Bem, as últimas aceitam o balançar natural da viagem; estão descontraidamente ligadas ao fluir do que acontece; sem expectativas de que acontecesse diferente, também sem julgar como mau ou indesejável o que está a acontecer; adaptando-se, com leveza e flexibilidade, na sua postura, nas suas ações e reações; mantendo-se ligadas ao seu objetivo para o momento (especulo eu): estarem ali, e Aqui, a desfrutar da conversa, da brisa, da paisagem, do momento, sem resistência, sem stress, sem tensão, sem desgaste interno. Sentindo-se autenticamente bem.

 

Acredito que tudo é exemplo de algo. Então, num dado contexto, a forma como eu lido com um “balanço”, com um abanão, particularmente quando não o controlo, será a mesma que usarei noutro contexto com uma estrutura idêntica. Observe, e se necessário peça ajuda capaz para ver como tem lidado com os abanões e o balançar do seu barco. Aí, observe: está satisfeita, sente-se bem, com a forma como tem lidado com o balançar natural da vida? Se sim, ótimo. Continue! Se não, ótimo. Pois, ao ver isso agora, se quiser, pode começar agora a fazer algo diferente.

 

O que vai fazer para estar bem com o balançar natural da vida?

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