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Como a tecnologia pode ajudar a recuperar o setor do turismo

A tecnologia é uma das chaves para criar uma perceção de segurança e alavancar o setor. Os centros turísticos podem implementar infraestruturas para monitorizar os locais de maior afluência de pessoas, seja através de sensores, videovigilância ou câmaras térmicas. Mas há mais.

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O diagnóstico do setor do turismo está praticamente feito tendo em conta a situação de pandemia devido ao novo coronavírus. Não há dúvidas de que este setor é um dos mais afetados, ao experienciar uma situação muito difícil e incógnita e apresentando números preocupantes – milhares de empresas do setor em lay off, outras que encerraram portas e tudo isto levou ao desemprego de milhares de portugueses.

 

Mas neste cenário pouco animador há um dado importante que merece ser mencionado – é que a pandemia não afetou nenhum recurso em Portugal e as competências mantêm-se, portanto, há que preparar um conjunto de medidas que permitam dinamizar e acelerar a recuperação do turismo, assim que terminar o estado de emergência.

 

Durante os próximos tempos será feito um levantamento progressivo das medidas mais restritivas e as pessoas tenderão a retomar as suas rotinas da vida normal. No entanto, no que diz respeito ao turismo, Nuno Ribeiro, co-CEO da Ubiwhere, coloca uma questão: «Será que é seguro viajar para aquele destino?» Nuno Ribeiro afirma que é necessário trabalhar a mensagem de confiança e segurança a transmitir ao consumidor e concentrar os esforços na redução dos receios e medos que as pessoas demonstram em viajar e usufruir de todos os produtos e serviços. Para isso, é necessário então otimizar alguns processos pela via tecnológica.

 

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Nuno Ribeiro considera que o futuro do setor tem de ser trabalhado e a tecnologia pode e deve ajudar a ultrapassar este período conturbado. Mas como? No Smart Portugal Webinar – que contou com convidados como o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, António Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu, e Miguel de Castro Neto, subdiretor da NOVA IMS e Coordenador da NOVA Cidade – Urban Analytics Lab – forma deixadas algumas ideias que podem ser desenvolvidas.

 

A começar pela implementação de experiências de realidade virtual ou realidade aumentada onde podem ser criados conteúdos, para usufruto do destino ou de experiências turísticas, esta dinâmica deve ser associada a campanhas de marketing, na vertente click to action, aquando a compra de um pacote de serviços que se está a promover.

 

Usando a tecnologia, os centros turísticos podem também implementar infraestruturas para monitorizar os locais de maior afluência de pessoas, seja através de sensores, videovigilância ou câmaras térmicas. Esta informação pode ser posteriormente partilhada nas aplicações móveis de turismo existentes do destino.

 

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No entanto, Nuno Ribeiro alerta também que é necessário pensar-se em formas de evitar a concentração de pessoas em filas, considerando a própria capacidade dos pontos de interesse. A compra de bilhetes online deve acautelar a restrição do número de visitantes a entrar por timeslot, bem como o tempo máximo em que poderão permanecer no local que visitem, aqui a digitalização dos próprios bilhetes apresenta-se como uma excelente ferramenta de redução do contacto físico.

 

Outra ideia defendida pelo co-CEO da Ubiwhere poderá passar pela incorporação de conceitos de gamification nas aplicações móveis de turismo, para levar os visitantes a outros pontos turísticos e recompensá-los com descontos em estabelecimentos aderentes à rede de comércio local, especialmente restauração ou lojas de comércio local.

 

No que diz respeito à organização de eventos, onde é expectável a adesão em massa de pessoas, Nuno Ribeiro defende a implementação de ferramentas tecnológicas para o planeamento, monitorização e ativação de medidas de emergência, caso sejam necessárias.

 

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Quanto à hotelaria, Nuno Ribeiro aponta um conjunto de medidas que podem aumentar a confiança e a segurança dos turistas, sejam estes nacionais ou internacionais, e ajudar na recuperação do setor do turismo. A sugestão pode passar pelo check-in automático, evitando assim as filas para aceder aos quartos e sugere ainda a implementação de «assistentes virtuais para ajudar a melhorar a interação e a experiência do visitante», em «apps de promoção do destino, por exemplo», estas ferramentas podem servir de apoio e corroborar o posicionamento de Portugal como um destino “Clean & Safe”.

 

«Não há dúvidas de que é preciso pensar em formas de recuperação do setor pós-pandemia, e neste ponto, a tecnologia pode e deve ser a ferramenta que permite criar um conjunto de medidas que promovem confiança e segurança no turista» conclui o responsável.

 

 

 

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