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Como a maternidade mudou nos últimos 25 anos

Num quarto de século, a mortalidade materna durante o parto caiu 40%, o uso de métodos contracetivos aumentou 25% e a maternidade na adolescência decresceu. Os dados são do Fundo de População das Nações Unidas. Hoje, nono dia do nono mês do ano, assinala-se o Dia Mundial da Grávida.

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Há 25 anos, o mundo estava a transformar-se. A África do Sul teve as suas primeiras eleições multirraciais, elegendo Nelson Mandela como presidente; a Suíça começou a permitir o registo de uniões entre pessoas do mesmo sexo; era o alvorecer da era da Internet. Foi também o início do novo consenso global sobre saúde sexual e reprodutiva, que procurava dar mais poder às mulheres para determinarem o seu próprio futuro.

 

Na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada há 25 anos, no Egipto, 179 governos adotaram um programa de ação que exigia que todas as pessoas tivessem acesso a cuidados de saúde sexual e reprodutiva. Nos anos que se seguiram, avanços médicos, progressos sociais e a crescente luta e apoio pelos direitos das mulheres ajudaram a reformular a experiência da maternidade em todo o mundo. Mas quanto mudou de verdade? O Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, dá sete exemplos de como a maternidade se transformou neste período.

 

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As mulheres estão menos propensas a morrer durante o parto

Ao longo dos últimos 25 anos, a mortalidade materna caiu 40%. Foi uma conquista enorme, mas que ainda está aquém dos objetivos globais m revela a Unfpa. Na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento realizada em 1994, líderes globais concordaram em reduzir as mortes maternas a menos de 75 por cada 100 mil nados vivos. Hoje, a razão de morte materna está em 216 por cada 100 mil nascidos vivos. Esta proporção corresponde a mais de 800 mulheres a morrer, todos os dias, enquanto dão à luz. A maior parte dessas mortes é evitável.

 

Mais mulheres têm um profissional de saúde ou parteira durante o parto

Uma das principais razões pelas quais as mortes maternas durante o parto estão a diminuir é porque estão a receber mais cuidados profissionais em obstetrícia. A assistência especializada no parto aumentou de 67%, em 2010, para 79% em 2017. Ainda assim, a agência diz que há um longo caminho a ser percorrido. Perto de 30 milhões de mulheres não dão à luz numa unidade de saúde e 45 milhões recebem cuidados pré-natais inadequados.

 

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Mais mulheres são mães por escolha e não por acaso

Nos últimos 25 anos, a prevalência de métodos contracetivos aumentou 25% e as gestações não desejadas caíram 16%. Estes números representam uma transformação nos direitos e na saúde das mulheres, a analisa a Unfpa. Para a agência da Onu, quando as mulheres têm o poder de escolher por si mesmas quando e se querem ter filhos, elas são mais capazes de procurar educação e alcançar as suas aspirações.

 

Apesar dessas conquistas, muitas mulheres ainda não têm total controlo sobre os seus corpos e a sua reprodução. Hoje, mais de 200 milhões de mulheres no mundo querem evitar a gravidez, mas não usam métodos contracetivos seguros e efetivos.

 

As mulheres estão a ter menos filhos

Há 25 anos, a taxa de fertilidade média global era de 2,9 nascimentos por mulher. Neste período, a taxa caiu para 2,5, sendo esperado que o declínio continue. Para o secretário-geral da ONU, António Guterres, essas mudanças refletem «a realização crescente das escolhas reprodutivas, por meio das quais as mulheres e casais são capazes de decidir o número, o espaçamento e o momento de ter filhos».

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