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Comissão para a Igualdade inglesa quer acabar com saltos altos no trabalho alegando discriminação

Duas comissões do parlamento inglês publicam um relatório que revela vários problemas sentidos pelas mulheres decorrentes do dress code nas empresas, e exigem medidas do Governo.

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A Comissão para as Mulheres e Igualdade e a Comissão de Petições do parlamento inglês acabam de publicar um relatório, “High heels and workplace dress codes” (trd: Sapatos de salto alto e código de vestimenta nos locais de trabalho), onde se conclui que as mulheres sofrem vários problemas decorrentes de as empresas lhes exigirem que usem sapatos de salto alto na execução do seu trabalho.

 

O relatório surge na sequência de uma petição criada por Nicola Thorp, uma britânica que foi enviada para casa sem pagamento por se recusar a usar saltos altos, quando estava a trabalhar como rececionista temporária em Londres. Thorp achou que estava a ser discriminada e que a lei deveria mudar, iniciando assim uma petição que angariou mais de 150 mil assinaturas, entre maio e novembro de 2016.

 

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O tema ganhou projeção nacional e a agência de trabalho temporário para a qual Nicola Thorp trabalhava acabou por rever as suas regras e retirar a obrigatoriedade de usar saltos altos.

 

O relatório de avaliação agora apresentado detetou outras situações discriminatórias em várias empresas, como a obrigatoriedade de as mulheres terem de pintar o cabelo de louro ou de terem de se maquilhar constantemente. Conclui também que as mulheres sofrem problemas de saúde e de bem-estar a curto e longo prazo na sequência de serem obrigadas a usar saltos altos.

 

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«Não é suficiente a lei ser clara, tem de funcionar na prática. O Governo disse que a forma como Nicola Thorp foi tratada pelo seu empregador é ilegal, mas isso não impediu que ela fosse enviada para casa sem pagamento. É claro das histórias que ouvimos da população que a história de Nicola não é única», declarou Helen Jones, líder da Comissão de Petições.

 

As comissões exigem agora que o Governo atue urgentemente para estabelecer a igualdade no trabalho e recomendam que seja revista a lei da igualdade e que, se necessário, se altere a mesma. As comissões pedem sanções financeiras às empresas que cometam este tipo de discriminação. Pedem também que se lancem campanhas de sensibilização junto da população, para as pessoas conhecerem melhor a lei e os direitos dos trabalhadores. Saiba mais AQUI.

 

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