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Cinco razões para as crianças não verem Squid Game

É a série do momento. O fenómeno é bem conhecido de todos. Com milhões de visualizações, não há um dia em que não se fale dela. Não podemos ignorar o impacto que está a ter na sociedade, em especial nas crianças. No último mês, professores de vários países assistiram, chocados, a ver os seus alunos recriarem os jogos nos pátios das escolas.

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Toda esta agitação em volta da série Squid Game originou que as crianças e pré-adolescentes queiram ver a “série do momento”. Dizer não nem sempre é fácil, mas há pelo menos cinco razões para que não tenha receio de o dizer. Asseguro-lhe que está a fazer o certo!

 

A primeira razão é simples: é uma produção não recomendada para menores de 16 anos, o que significa que só com mais de 16 anos podem assistir.

 

A segunda razão é o seu conteúdo violento.  As crianças não podem estar expostas a estes conteúdos, pois ainda não são capazes de processar a informação neles contida. Só pode ser vista e compreendida pelos olhos e pensamento de um adulto, pois só assim se entende a mensagem da série, a pressão social do país, a competitividade, a luta de classes, a frustração de quem nada tem e anseia ter através do jogo.

 

A terceira razão é o facto de as crianças aprenderem muito por imitação, o que significa que vão imitar nas suas brincadeiras o que veem. De repente, passam a ter um conteúdo que lhes é familiar e que podem representar nos recreios das suas escolas.

 

A quarta razão os efeitos a curto e médio prazo. Nenhum conteúdo audiovisual pautado por violência é inteiramente inócuo na mente da criança. Pelo que, quanto maior a exposição a conteúdo violento, maior a probabilidade de que comportamentos agressivos se desenvolvam.

 

Por último, as crianças não têm ainda desenvolvimento cognitivo e emocional para perceber a série. As suas mentes não possuem um sentido crítico adequado. As suas mentes apreciam apenas a violência, não o drama pessoal das personagens, os seus relacionamentos ou o que está por trás dos jogos sangrentos.

 

Se mesmo depois destas razões tem receio de ceder à pressão da criança e teme que a culpa de não lhe fazer a vontade o invada, tenha em mente que tudo a que uma criança está exposta tem um impacto psicológico.

 

Não ceda, cabe-lhe a si como pai escolher o que a criança vê. Faz parte do vasto leque de tarefas de ser pai. Um pai educa, supervisiona, diz não. Não queira ser um pai fixe!

 

Lembre-se, a violência nunca deve ser um instrumento para um fim. A violência não é permitida e nunca deve ser parte de um jogo. De forma clara, tranquila, com uma linguagem adaptada à criança, explique-lhe que a série não é real, mas sim apenas mais uma série. Com paciência e de forma descomplicada, ouça e responda às suas dúvidas. Com esta conversa, a criança ficará mais confiante para dizer não se lhe sugerirem ver e para não ver à sua revelia.

 

PS: Para o caso de ter dúvidas, também não é adequado ver a série com a criança. O princípio é o mesmo, sozinha ou acompanhada, não tem ainda capacidade para perceber o seu conteúdo.

 

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