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Cientistas testam deteção do cancro através de tiras de papel

Inicialmente criado para testar malária, os investigadoes dizem que o ensaio pode ser reconfigurado para detetar qualquer tipo de doença que produz anticorpos, incluindo alguns tipos de cancro.

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O laboratório da Universidade de Ohio (‘UO’), Estados Unidos, está a desenvolver tiras de papel que podem detetar doenças como a malária e o cancro, com a facilidade de utilização de um teste de gravidez.

 

Inicialmente desenvolvido para detetar malária, a equipa reivindica que o ensaio pode ser reconfigurado para detetar qualquer tipo de doença que produz anticorpos, incluindo cancro do ovário e do intestino.

 

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O preço dos exames médicos hospitalares não é acessível a todos, em particular nos países em vias de desenvolvimento. Os cientistas da ‘UO’ garantem que este é um sistema totalmente acessível e os custos são tão baixos como 0,45€ por faixa.

 

Para realizar o teste, tudo o que a pessoa precisa de fazer é colocar uma gota de sangue na tira de papel, dobrá-la ao meio, coloca-la num envelope e enviá-la para o laboratório. Desta forma, qualquer pessoa pode tirar uma amostra de sangue em casa, sem a necessidade de se deslocar a uma clínica. As amostras são enviadas para um laboratório designado, seguindo um cronograma regular, e só se o resultado do teste para a doença for positivo é que tem realmente de consultar um médico.

 

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Esta tecnologia funciona de forma diferente em comparação com outros diagnósticos médicos baseados em papel, como testes de gravidez caseiros que são revestidos com enzimas ou nanopartículas de ouro para provocar a mudança de cor do papel. Ao invés, o papel contém sondas químicas sintéticas de pequena proporção que transmitem uma carga positiva. São estas sondas ‘iónicas’ que permitem a deteção ultra-sensível através de um espetrómetro de mão.

 

O grupo de investigação americano mostrou que os resultados dos testes permaneceram precisos, mesmo depois de passar um mês após a amostra de sangue fresco ter sido aplicado na tira. Este teste pode ser uma arma vital para combater o flagelo da malária que ameaça muitas comunidades rurais em África e no sudeste da Ásia.

 

 

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