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Cientistas testam com êxito vacina contra o stress

Uma equipa de investigadores nos EUA conseguiu que ratos de laboratório exibissem um comportamento menos ansioso e stressante, após terem sido imunizados com determinadas bactérias benéficas. Os cientistas acreditam que podemos estar perante o surgimento de uma vacina contra o stress.

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Neste novo estudo, o autor principal e o autor sénior, Christopher Lowry, professor de Fisiologia Integrativa, o objetivo passava por descobrir o que esta bactéria faz exatamente ao cérebro. Para isso, estudaram o comportamento de ratos após três injeções da bactéria nestes animais, com um período de intervalo de uma semana. Verificaram que os ratos apresentavam níveis significativamente mais altos da proteína anti-inflamatória interleucina-4 no hipocampo (região do cérebro responsável por modular a função cognitiva, a ansiedade e o medo) 8 dias após a última injeção.

 

Depois de os exporem a fatores de stress, os animais imunizados também mostraram níveis mais baixos de proteína induzida pelo stress – a HMGB1 – que, segundo os autores e investigadores, ajuda na sensibilização do cérebro à inflamação. Tal como no primeiro estudo, os ratos imunizados exibiram um comportamento menos ansioso após os testes de stress.

 

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«Se olharmos para o campo dos probióticos em geral, eles mostraram ter fortes efeitos nos domínios da função cognitiva, da ansiedade e do medo», disse Christopher Lowry. «Este estudo ajuda a sustentar essa teoria, sugerindo que esses micróbios benéficos ou que os sinais derivados desses micróbios chegam ao hipocampo e induzem os animais num estado anti-inflamatório», acrescentou.

 

O cientista Christopher Lowry prevê que um dia a M.Vaccae seja administrada em pessoas com alto risco de TEPT, como soldados ou trabalhadores dos pronto-socorro, para que essas mesmas pessoas vejam os efeitos do stress do seu dia-a-dia desvanecerem-se.

 

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Entretanto, o investigador está numa outra investigação, em conjunto com uma equipa de cientistas da Universidade do Colorado, em Denver, nos EUA, na qual procuram perceber se os veteranos com TEPT podem beneficiar de um probiótico oral que consiste numa estirpe bacteriana diferente, o Lactobacillus reuteri.

 

Contudo, finaliza, dizendo que existe a necessidade de fazer mais pesquisa e investigação, «mas é possível que outras bactérias benéficas ou probióticos possam ter um efeito similar no cérebro». Resta esperar para ver as próximas descobertas. Veja agora, na galeria no início do artigo,  alguns alimentos que ajudam a atenuar os efeitos da ansiedade e do stress.

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