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Cientistas querem criar uma ‘pílula de exercício’

A miostatina é uma proteína que se revelou um caminho promissor no combate à obesidade, uma vez que a inibição da sua produção permite criar mais massa muscular e desencadear, assim, os efeitos físicos decorrentes de um maior equilíbrio muscular no organismo.

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Cessar a produção da proteína miostatina aumenta a massa muscular e resulta em melhorias significativas na saúde cardíaca e renal, de acordo com um estudo realizado em ratos por um grupo de cientistas do Centro de Biologia Vascular da Universidade de Augusta, EUA.

 

A miostatina é conhecida como um poderoso inibidor do crescimento muscular, o que significa que as pessoas com mais miostatina têm menos massa muscular e as pessoas com menos miostatina têm mais massa muscular. Alguns estudos sugerem que as pessoas obesas produzem mais miostatina, o que torna mais difícil a prática de exercício também a construção de massa muscular. E, uma vez que o exercício é uma das intervenções mais eficazes no combate à obesidade, cria-se um ciclo vicioso no qual a pessoa fica presa à obesidade, opina o autor do estudo, Joshua T. Butcher.

 

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O investigadores criaram quatro grupos de ratos de laboratório: ratos magros e obesos com produção de miostatina desinibida e ratos magros e obesos incapacitados de produzir miostatina. Como esperado, os ratos que eram incapazes de produzir a miostatina desenvolveram uma massa muscular significativamente mais elevada, embora os ratos obesos continuassem obesos mesmo com mais músculo. Os ratos obesos que foram incapazes de produzir miostatina revelaram marcadores de saúde cardiovascular e metabólica melhores do que os ratos obesos com a produção de miostatina desinibida.

 

Embora seja necessária mais investigação na área, a miostatina revelou-se, neste estudo, um caminho promissor para a proteção contra a obesidade derivada de disfunção cardiometabólica.

 

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«Em última análise, o objetivo da nossa pesquisa passa por criar uma pílula que imite o efeito do exercício e proteja contra a obesidade. Uma pílula que iniba a miostatina também poderia ter aplicações em doenças musculares, cancro, distrofia muscular e SIDA», acrescentou Butler.

 

A obesidade está ligada a uma série de fatores que aumentam o risco de doenças cardíacas e diabetes, incluindo pressão arterial elevada, colesterol alto, resistência à insulina e danos nos rins.

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