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Outubro rosa: Cientistas fazem ligação entre nicotina e metástases do cancro da mama

Estudo realizado nos EUA descobre que fumadores ou ex-fumadores têm uma incidência maior de metástases pulmonares em comparação com pacientes que nunca fumaram.

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Embora a ligação do tabagismo ao cancro seja bem conhecida, o papel da nicotina, um produto químico encontrado no tabaco, nas metástases do cancro da mama é uma área onde ainda são necessárias pesquisas. Porém, agora, os cientistas da Wake Forest School of Medicine, EUA, descobriram que a nicotina promove a propagação das células do cancro da mama para os pulmões.

 

O estudo foi publicado na edição online de 20 de janeiro da ‘Nature Communications’. «Os nossos dados mostram que a exposição à nicotina cria um ambiente nos pulmões maduro para o crescimento metastático», explica Kounosuke Watabe, autor do estudo e professor de biologia do cancro nesta universidade.

 

Esse ambiente é denominado nicho pré-metastático, que atrai neutrófilos pró-tumorais, um tipo de células imunológicas. O nicho pré-metastático liberta uma proteína chamada lipocalina 2 ativada por STAT3 (LCN2) dos neutrófilos para induzir o crescimento metastático.

 

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Para o estudo, a equipa de Watabe estudou 1.077 pacientes com cancro mama e descobriu que fumadores ou ex-fumadores têm uma incidência maior de metástases pulmonares em comparação com pacientes que nunca fumaram. Então, usando um modelo de metástase de cancro de mama em ratos, os pesquisadores descobriram que a exposição persistente à nicotina gera um microambiente inflamatório nos pulmões, caracterizado por um influxo de neutrófilos ativados para criar um nicho pré-metastático.

 

Mesmo depois de parar de fumar nicotina durante 30 dias, a incidência de metástases à distância não foi reduzida, sugerindo um risco contínuo para pacientes com cancro da mama que são ex-fumadores.

 

Watabe e os seus colegas também procuraram um medicamento que pudesse bloquear essa acumulação de neutrófilos e identificaram o salidroside, um composto natural encontrado na planta Rhodiola rosea. Este composto, que possui propriedades anti-inflamatórias, anticancerígenas e antivirais, diminuiu significativamente o número de neutrófilos pró-tumor e, posteriormente, reduziu a incidência de metástases pulmonares em ratos.

 

«Com base nessas descobertas, os pacientes com cancro da mama devem optar por programas de cessação do tabaco que não usem produtos de reposição de nicotina», disse Watabe.

 

 

 

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