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Cientistas estudam porque envelhecemos a ritmos diferentes

Conseguir medir os parâmetros da idade biológica e da idade cronológica permite conhecer melhor o processo de envelhecimento e criar terapêuticas para o combater, numa sociedade cada vez mais envelhecida.

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31Um grupo de cientistas internacionais levou a cabo um estudo, liderado pelo Centro de Estudo do Envelhecimento e do Desenvolvimento Humano da Universidade Duke, localizada na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que se propôs a compreender porque é que algumas pessoas envelhecem mais depressa do que outras.

 

O trabalho, publicado na revista especializada “PNAS”, garante que medir a idade real e a velocidade de envelhecimento individual pode ser útil para combater os efeitos da passagem do tempo, numa sociedade cada vez mais envelhecida. Até 2050, o número de pessoas com 80 anos irá triplicar, totalizando nessa altura 400 milhões em todo o mundo.

 

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Os investigadores usaram dados obtidos pelo estudo Dunedin, que compilou informação sobre a saúde de mais de mil habitantes desta cidade do sul da Nova Zelândia, desde o seu nascimento entre 1972 e 1973 até à atualidade. Desta forma, todos os indivíduos da amostra tinham a mesma idade cronológica.

 

Os cientistas começaram por analisar 18 biomarcadores dos elementos da amostra, como o nível de colesterol e de triglicerídeos, a pressão arterial, o índice cintura/anca ou a saúde dentária, entre os seus 26 e 38 anos, para construirem um algoritmo. Analisando os dados, alguns indivíduos da amostra apresentavam uma idade biológica de 28 anos, enquanto outros chegavam aos 61. Ou seja, enquanto algumas pessoas estudadas envelheceram três anos biológicos por ano cronológico; outras apresentavam um envelhecimento negativo, tendo rejuvenescido durante um período da sua vida. Três dos elementos estudados tinham até um ritmo de envelhecimento biológico inferior a zero.

 

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Os autores do estudo observaram também que quem envelhecia mais rápido e tinha uma idade biológica maior apresentava uma diminuição das capacidades intelectuais, maior risco de demência e piores resultados em testes de equilíbrio. Os próprios voluntários do estudo com estes parâmetros tinham uma perceção pior da sua saúde e pareciam mais velhos ao olhar dos observadores.

 

Ainda que os investigadores assumam que ainda há parâmetros a afinar, como por exemplo perceber se determinados fatores têm mais impacto no envelhecimento biológico do que outros, este estudo vem provar que é possível quantificar a diferença da velocidade de envelhecimento, constituindo assim uma base para se medir a efetividade de tratamentos antienvelhecimento, que podem ser aplicados antes da deterioração da saúde.

 

Assim, no futuro os cientistas pretender medir que parte do envelhecimento está relacionado com a genética e que parte deve ser atribuída ao estilo de vida; e ainda compreender porque é que alguns elementos da amostra, durante um certo período, tiveram um envelhecimento negativo.

 

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