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Cientistas desvendam o sucesso do treino intervalado

Treinar 20 minutos de forma intensiva é mais eficaz de faze-lo de forma moderada durante mais tempo

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O treino de musculação intervalado, conhecido pela sigla HIIT (High Intensity Interval Training), é um treino de alta intensidade que consegue ser mais eficaz em 20 minutos do que qualquer outro exercício numa hora, comprovam cientistas na Suécia.

 

O treino intervalado é, também, conhecido por ser uma máquina de queimar gordura. Com base nesta premissa, o cientista Hakan Westerblad, professor de fisiologia e farmacologia do Instituto Karolinska, juntamente com os seus colegas, desenvolveu um estudo para comprovar que os treinos de curta duração podem ser tão benéficos para o coração e músculos como os treinos de endurance mais longos.

 

O estudo consistiu em recolher amostras de músculo de um grupo de voluntários que foram submetidos a testes de alta intensidade: pedalavam numa bicicleta estática, durante 30 segundos, no máximo da intensidade e descansavam três minutos seis vezes. Foi aqui que as células revelaram o segredo do sucesso deste treino.

 

Quando o corpo é submetido a um exercício físico extremo, os canais químicos das células do músculo (cuja função é regular as alterações do cálcio nas células) bloqueiam.

«A descoberta do colapso destes canais foi totalmente inesperado», confirmou o cientista Westerblad, citado pelo Time.

 

O cálcio é essencial para a sinalização das células e, como tal, as exigências extremas desencadeadas pelo exercício extremo obrigam as células a ajustar a sua produção de energia e tornar-se mais eficiente.

 

«Nunca vimos nada semelhante. Vimos uma grande produção de radicais livres, e esses radicais livres foram combater, especificamente, os canais de cálcio, explicou o mentor do estudo.

 

A mudança nos canais acionados pelos radicais livres, diz ele, é a maneira de detetar e lidar com a coação extrema causada pelo exercício de alta intensidade das células musculares.

 

Nos atletas de elite, este fenómeno não acontece uma vez que têm uma boa preparação física para os treinos intensos e suportam bem os treinos HIIT. As células musculares, neste caso, não reagem de forma tão dramática, uma vez que a atividade intensa não é razão para as células acelerarem as necessidades energéticas.

 

Por outro lado, para os atletas de recreio que englobaram o estudo, este treino pode ser bastante significativo: uma única sessão de HIIT desencadeou mudanças moleculares nas células musculares que, ao fim de 24 horas, ainda eram detetáveis através de uma biopsia molecular.

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