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Cientistas criam teste que deteta cancro um ano antes dos exames convencionais

A descoberta ‘excitante’ permitiu detetar o regresso da doença muito tempo antes, abrindo mais hipóteses de cura. O teste sanguíneo a marcadores de ADN está, no entanto, ainda em fase inicial.

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Uma equipa de cientistas do Reino Unido conseguiu detetar sinais de cancro num pequeno grupo de células, que são nessa altura impossíveis de detetar pelos exames convencionais, nomeadamente por TAC (tomografia axial computorizada) e raio-X, divulga o instituto Cancer Research UK.

 

O teste sanguíneo a marcadores de ADN, ainda em fase de estudo, permite aos médicos detetarem o regresso da doença um ano antes dos testes convencionais, abrindo desta forma a porta a mais hipóteses de cura. O estudo incidiu sobre o cancro do pulmão, mas o processo estudado poderá ser aplicado a outros tipos de cancro.

 

Veja também: Mitos desmistificados sobre o cancro

 

Dirigida pelo professor Charles Swanton, no Instituto Francis Crick em Londres, a equipa está a analisar o ADN libertado por células tumorais no sangue de pacientes com cancro de pulmão ao longo do seu tratamento. As suas últimas descobertas, publicadas na revista ‘Nature’, revelam detalhes «incríveis» de como esses cancros mudam à medida que se desenvolvem, tudo graças a uma simples amostra de sangue.

 

«Isto significa que, pela primeira vez no cancro do pulmão, poderíamos abrir ensaios clínicos onde pacientes com a doença, que ainda não é visível através de imagens médicas, podem ser tratados com novos medicamentos, Podemos também usar o ADN do tumor no sangue para monitorizar quão bem os tratamentos estão a funcionar», diz Swanton.

 

Isto poderia fazer uma grande diferença para os pacientes. Mas estes resultados, revela o UK Research no sue site, ainda estão num estado precoce, sendo necessários mais estudos para e poder fazer maiores ensaios clínicos. Saiba mais aqui.

 

Veja o vídeo do UK Research (em inglês)

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