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Cientistas criam primeiro ciclo menstrual num prato e revolucionam investigação

O novo dispositivo vai mimetizar o ciclo menstrual feminino e ajudar a compreender as doenças do sistema reprodutor das mulheres, bem como testar novos medicamentos. Não se parece nada com um útero, cabe na palma de uma mão e foi chamado de Evatar.

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Pela primeira vez, os cientistas conseguiram reproduzir em laboratório o ciclo menstrual feminino, através de um dispositivo 3D composto por vários compartimentos que representam as diferentes partes do sistema reprodutor feminino.

 

Cada compartimento contém células vivas (algumas humanas e outras de ratos) dos diferentes componentes do sistema reprodutor: ovários, trompas de Falópio, útero, cérvix e vagina. Os compartimentos estão ligados por pequenos tubos que permitem que circule um fluído entre eles, simulando sangue. Um dos compartimentos representa o fígado porque este órgão representa um papel fulcral no sistema. O sistema também permite que estes ‘mini órgãos’ comuniquem entre si através de hormonas, mimetizando o que acontece no corpo de una mulher durante um típico ciclo menstrual de 28 dias.

 

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Segundo os cientistas da Universidade de Northwestern, Chicago, EUA, este simulador pode mudar o futuro da pesquisa e do tratamento de doenças nos órgãos do sistema reprodutor feminino. Denominado Evatar, vai permitir compreender melhor doenças como a endometriose, miomas (que afetam 80% das mulheres), cancro e a infertilidade. O objetivo final será usar células estaminais de cada mulher e criar um modelo personalizado do seu sistema reprodutor.

 

«Isto não é nada menos do que uma tecnologia revolucionária», disse a investigadora principal, Teresa Woodruff, cientista reprodutora e diretora do Women’s Health Research Institute da Escola de Medicina da Universidade de Northwestern.

 

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Esta tecnologia é revolucionária porque o sistema cria uma cultura dinâmica em que os órgãos comunicam uns com os outros em vez de ter células estáticas num prato de plástico. «Isto imita o que realmente acontece no corpo», disse Woodruff. «Em 10 anos, esta tecnologia, chamada microfluídica, será a tecnologia predominante para a investigação biológica».

 

O trabalho foi publicado ontem na revista ‘Nature Communication’ e faz parte de um projeto global nos EUA que tenta criar o corpo humano num chip. «Se eu tivesse as suas células estaminais e criasse um coração, fígado, pulmão e um ovário, poderia testar 10 medicamentos diferentes em 10 doses diferentes em sie dizer, ‘Aqui está o medicamento que vai ajudar a tratar a sua doença de Alzheimer ou Parkinson ou diabetes», disse a investigadora. «É a última medicina personalizada, um modelo do seu corpo para testar drogas», conclui a investigadora em comunicado.

 

Veja o vídeo (em inglês)


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