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Cheguei aos 30. E agora?

A chegada dos 30 indica o final da juventude e a entrada oficial na vida adulta. Falámos com duas amigas que nos contam os seus receios e expetativas.

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Entre grupos de amigos do ano de 84/85, as conversas giram à volta da celebração dos temíveis 30. O número parece assustar a maioria, que vê os 30 anos como a chegada oficial e inegável à idade adulta. Outros aceitam a passagem do tempo com maior tranquilidade, aproveitando a data para organizar uma festa inesquecível.

“Andava com medo deste momento há muitos anos. Confesso que a ideia dos 30 me assusta. Parece-me muito diferente dizer que tenho 28 ou 29 anos e dizer que tenho 30. Sei que na realidade são dois anos de diferença, mas na minha cabeça parece mais”, conta Carla, que dentro de um mês completará os 30.

O peso de uma década inteira está a demover a empresária de festejar a data: “Neste momento ainda não tenho nada planeado e, sinceramente, falta-me alguma vontade para começar a pensar no assunto. Os meus amigos acham que estou a dramatizar demasiado mas, para mim, deixou de ter graça fazer anos. Talvez daqui a umas semanas esta depressão passe e entre no espírito que se espera da aniversariante.”

Joana ri da amiga e explica encarar o virar de uma década de forma diferente: “Claro que seria ótimo congelar o tempo nos 28 anos mas, não sendo possível, mais vale aproveitar as vantagens que cada idade nos traz.” Aos 30, Joana explica que se sente “mais feliz e encontrada do que nunca” e que a chegada dos 30 lhe trouxe “tranquilidade e, ao mesmo tempo, mais vontade de viver intensamente”: “Sei que parecem duas coisas distintas mas o que sinto é que tenho vindo a deixar de dar importância a coisas menores, deixei de perder energia com elas, e assim estou mais focada no que me faz feliz”.

Em termos práticos, quisemos saber o que mudou com a maturidade dos 30 anos: “Deixei de ter medo de ser eu própria, ou melhor, de me importar com o que os outros possam pensar. Sei o que quero mas, acima de tudo, o que não quero. Deixei de gastar o meu tempo com pessoas de quem não gosto verdadeiramente, parei de pensar que tenho de trabalhar e comer para ter um corpo como a Gisele Bundchen, passei a priorizar qualidade em vez de quantidade em tudo na minha vida.”

Em suma, Joana sente que vive mais em paz consigo própria, com o seu corpo e mente. O balanço parece ser a palavra-chave para crescer de forma saudável e feliz. “É claro que ainda cometo loucuras, mas são mais conscientes, mais verdadeiras e significativas.”

As duas amigas confessam que tinham uma lista de coisas a fazer antes dos 30: “Alguns itens foram riscados, outros vão manter-se para a próxima década. Mas muita coisa foi acrescentada à lista. Se não houve imprevisibilidade, qual seria a graça?”

Se está a entrar nesta faixa etária, não deixe ver consultar as nossas dicas na galeria Coisas a fazer antes dos 30.

Por Joana de Sousa Costa

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