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César Augusto Moniz: «Temos bailarinos supertalentosos a serem formados»

A Royal Academy of Dance escolheu este ano Portugal para realizar a sua competição anual de busca de novos talentos. Esta que é uma das mais influentes organizações de educação e treino em dança no mundo vai trazer a Lisboa bailarinos de muitos países, que vão competir nas semifinais, a 13 e 14 de setembro, e na final, a 16 de setembro, em Lisboa. César Augusto Moniz é o coreógrafo convidado desta edição e nós falámos com ele.

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O Genée International Ballet Competition é uma competição com 86 anos de história e que acontecerá pela primeira vez em Portugal. O que é que isto significa para a área da dança no nosso país?

O Genée International Ballet Competition é o evento na área da dança de maior prestígio que alguma vez se realizou em Portugal e é organizado por uma das mais prestigiadas organizações da dança mundial – a Royal Academy of Dance. Por isso, Portugal os portugueses e a dança estão de parabéns por acolherem esta organização e a realização deste concurso de dança com jovens bailarinos excelentes que chegam de todas as partes do mundo. Penso que será um evento marcante que trará visibilidade à dança em Portugal e estimulará muitos jovens artistas a escolherem esta profissão inspirados pela alta qualidade que veremos neste concurso.

 

Como esta competição veio agora para Portugal, ao fim de 86 anos de história?

A Royal Academy of Dance foi fundada em Portugal há quase 40 anos e desde então tem vindo a criar uma comunidade bastante leal. A RAD decidiu trazer este concurso internacional pela primeira vez no sentido de conhecer diferentes talentos e dar mais público à Genée. Além disso, sendo Lisboa uma cidade tão culturalmente vibrante, estamos certos de que todos terão uma experiência inesquecível aqui!

 

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Este ano, é o coreógrafo convidado. O que está a preparar para apresentar na competição?

Estou a preparar dois solos, um para as raparigas e um para os rapazes, com ajuda de dois jovens talentosos bailarinos cedidos pela Companhia Nacional de Bailado, a Maria Barroso e o Aeden Pittendreigh, que me serviram de “molde” para fazer a estrutura da coreografia que será posteriormente adaptada aos concorrentes da competição.

 

O que acha da qualidade dos bailarinos portugueses? Conseguem fazer um percurso para estrelar a nível internacional ao mais alto nível?

Penso que temos bailarinos super talentosos a serem formados e que quando vão para companhias no estrangeiro fazem sucesso. Um dos muitos exemplos é o jovem bailarino Marcelino Sambé que está no Royal Ballet em Londres e foi agora mesmo promovido a solista principal tendo sido eleito pelo jornal “The Independent”  como uma das dez figuras das artes de 2015. Como este jovem temos muitos outros capazes de chegar ao nível de estrela internacional.

 

Como acha que a dança é vista em Portugal enquanto arte performativa?

É certamente pouco valorizada e, sem dúvida alguma, pouco apoiada como deveria enquanto arte.

 

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O que espera desta competição e da prestação portuguesa?

Espero que apareçam jovens artistas promissores de alta qualidade técnica e artística como é de esperar, pois são formados por uma das melhores instituições de formação de dança do mundo e por isso não me surpreenderá ver bailarinos fantásticos, pequenas estrelas. Os portugueses irão brilhar certamente com o seu carisma e ADN especial – na nossa história sempre fomos pioneiros e penso que na arte não deixaremos também de o ser.

 

Quais as principais características que se tem de ter para se ser um bom bailarino?

Um corpo fisicamente adequado, paixão, inteligência emocional, uma vontade de ferro, persistência, muita disciplina, e profunda dedicação.

 

Que palavra quer deixar a quem queira seguir esta carreira?

Coragem!

 

 

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