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Cerca de 10% das emissões globais de gases com efeito estufa associadas ao desperdício alimentar

Novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente ressalta a necessidade de medir o desperdício em cada país, para conhecer a fundo o problema e agir com dados fiáveis nas estratégias de combate ao mesmo.

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Entre 8 e 10% das emissões globais de gases com efeito estufa estão associadas a alimentos que não são consumidos, portanto, ao desperdício alimentar, revela um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que ressalta que estas quantidades assinaláveis de alimentos produzidos mas não consumidos têm impactos ambientais, sociais e económicos substanciais.

 

Reduzir o desperdício de alimentos nas residências, serviços de restauração e comércio de bens alimentares pode fornecer diversos benefícios para as pessoas e para o planeta. No entanto, a verdadeira escala do desperdício e dos seus impactos não foram bem compreendidos até agora. Como tal, as oportunidades proporcionadas pela redução do desperdício de alimentos permaneceram amplamente inexploradas.

 

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«Se quisermos levar a sério o combate ao desperdício alimentar, precisamos de aumentar os esforços para medir as partes comestíveis e as não comestíveis que sobram no comércio e ao nível do consumidor, bem como rastrear a geração de resíduos alimentares em quilogramas per capita ao nível dos países. Somente com dados confiáveis, seremos capazes de acompanhar o progresso da meta 12.3 do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que visa reduzir pela metade o desperdício alimentar global per capita aos níveis do comércio e do consumidor e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo perdas pós-colheita», revela o PNUMA em comunicado.

 

O Índice de Desperdício de Alimentos visa apoiar a meta 3 do ODS 12. Para isso, o estudo apresenta a recolha, análise e modelagem de dados mais abrangentes até ao momento sobre o desperdício alimentar, gerando uma nova estimativa de perdas globais de alimentos.

 

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Também apresenta uma metodologia para os países medirem o desperdício de alimentos nas residências, serviços alimentícios e comércio, a fim de rastrear o progresso nacional até 2030 e poder reportar avanços no ODS 12.3.

 

«Os países que usarem esta metodologia terão evidências sólidas para orientar uma estratégia nacional de prevenção do desperdício de alimentos, que seja suficientemente sensível para captar as mudanças no desperdício em intervalos de dois ou quatro anos e que permita comparações significativas entre os países em todo o mundo», assinala o PNUMA.

 

 

 

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