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Cegos sentiram eclipse solar pela primeira vez

Uma empesa americana criou a possibilidade de as pessoas cegas vivenciarem o eclipse através de uma tecnologia de toque inovadora. A ambição é levar o ainda protótipo às salas de aula, empresas e organismos públicos de todo o mundo a partir do próximo ano.

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Pela primeira vez na história, as pessoas cegas vivenciaram e sentiram o eclipse solar, do passado dia 21 de agosto, graças a uma nova tecnologia que lhes permitiu sentir em tempo real a imagem em mudança.

 

Empregados da American Printing House for the Blind (APH), empresa coinventora do aparelho, Graphiti, e estudantes da Escola de Invisuais de Kentucky reuniram-se para ‘tocar’ no sol e fazerem história.

 

O Graphiti, um dispositivo desenvolvido pela APH e pela Orbit Research, combina uma matriz de 2400 pinos móveis com software de imagem para criar uma representação tátil. Uma câmara forneceu a imagem do eclipse e a forma da lua e do sol atualizados a cada 10 segundos.

 

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Para as pessoas cegas, a experiência de ‘tocar’ no sol, em tempo real, foi uma emoção. Também deu aos participantes a oportunidade de participarem num evento mundial. «Ninguém ficou à margem. Igualdade não se trata apenas de fornecer a mesma informação que as pessoas que veem têm. Trata-se de fornecer as mesmas experiências sociais, históricas e outras que todos os outros desfrutam», disse o presidente da APH, Craig Meador.

 

O protótipo do Graphiti usado na visualização do eclipse é atualmente o único, mas a APH espera ter dispositivos prontos para venda no próximo ano. «Idealmente, deveria haver unidades para todos em todo o mundo. Estamos ansiosos para ver como o Graphiti será usado em salas de aula, locais de trabalho, museus … as possibilidades são infinitas», comentou Larry Skutchan, um dos desenvolvedores do Graphiti.

 

Veja o vídeo da experiência partilhado pela empresa (em inglês)

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