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Casamentos de Santo António, uma tradição de amor em Lisboa

Hoje, 12 de junho, celebram-se novamente os Casamentos de Santo António. Porque é que, afinal, tantos casais se juntam e casam de uma só vez? Tudo começou em 1958...

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Foi em 1958 que, pela primeira vez, 26 casais ficaram unidos pelo matrimónio na Igreja de Santo António. O objetivo da iniciativa, então patrocinada pelo Diário Popular, era possibilitar o casamento a casais com maiores dificuldades financeiras.

 

Depois de dezasseis anos de concorridas edições, a tradição foi interrompida no ano de 1974. Trinta anos depois, a Câmara Municipal de Lisboa recuperou os Casamentos de Santo António com o mesmo propósito de proporcionar a união a dezasseis casais num dia memorável para as suas famílias e para todos os lisboetas.

 

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Hoje, os Casamentos de Santo António constituem uma marca incontornável na tradição popular de Lisboa, contribuindo, em cada ano, para afirmar a identidade cultural da cidade.  Em 2018, a cerimónia civil dos 16 casasi decorre às 11h30 nos Paços do Concelho, seguindo-se, às 14h00, os casamentos religiosos na Sé de Lisboa. A cerimónia conta também com nove Casais de Ouro, abençoados por Santo António em 1968.

 

Às 16h30, noivas e noivos do casamento religioso tiram uma fotografia com o presidente da Câmara Municipal, Fernando Medina, na escadaria da Sé, seguindo-se nova fotografia com todos os novos casais, às 17h00, junto ao pelourinho da Praça do Município, de onde partem em desfile, em automóveis antigos, para a Estufa Fria, onde decorre o Copo d’Água a partir das 17h45.  À noite, a partir das 21h00, os casais juntam-se às Marchas Populares na Avenida da Liberdade.

 

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A história de Santo António

Santo António nasceu em Lisboa, em 1195, numa casa que se pensa ter existido no local onde, mais tarde, foi construída a Igreja em sua honra. Fez os primeiros estudos na Sé e no Mosteiro de São Vicente de Fora e os estudos superiores no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde passou grande parte da sua vida, explica o site dos Casamentos de Santo António.

 

Ainda muito jovem, ingressou na Ordem dos Franciscanos. Era um pregador culto e apaixonado, conhecido pela sua devoção aos pobres e pela habilidade para converter heréticos. Lecionou Teologia em diversas universidades europeias e passou os seus últimos meses de vida em Pádua, Itália, onde viria a falecer em 1231.

 

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A Igreja Católica canonizou-o menos de um ano depois da sua morte e, em 1934, o Papa Pio XI proclamou-o segundo Padroeiro de Portugal, a par de Nossa Senhora da Conceição. Santo António é, vulgarmente, considerado como um santo casamenteiro, pois, segundo a lenda, era um excelente conciliador de casais.

 

É particularmente venerado na Cidade de Lisboa, onde se comemora, no dia da sua morte, 13 de junho, o feriado municipal. As festas em sua honra começam logo no dia 12 com a realização dos Casamentos de Santo António.

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