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Casais que trabalham juntos: prós e contras

O número de casais que opta por ter um negócio conjunto tem vindo a crescer. Esta tendência explica-se pela procura de ganhos financeiros e também pela perspetiva de a família ter um negócio próprio. No entanto, há desafios que devem ser levados em conta. Conheça casos reais e a opinião de uma psicóloga sobre o tema.

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Quando um ou os dois elementos do casal ficam desempregados, ou quando o casal se apercebe que o trabalho os impede de dedicar o tempo que gostaria à família, a ideia da abertura de uma empresa conjunta parece ser a solução mais apelativa. Os ganhos financeiros reais, a gestão do tempo e, acima de tudo, a liberdade de ser chefe de si próprio podem levar os casais a desdenhar a importância de analisar outros fatores.

 

Uma pesquisa de maio de 2014, levada a cabo pelo Instituto para o Estudo do Trabalho (IZA) denominada de ‘Casais Empreendedores’, observou uma amostra de 1069 casais dinamarqueses que fundaram uma empresa em conjunto entre 2001 e 2010. Antes de mais, os responsáveis pela investigação quiseram perceber qual é a motivação mais comum para um casal iniciar um negócio conjunto. A resposta é que isto acontece quando um dos seus elementos, normalmente a mulher, tem oportunidades limitadas no mercado de trabalho.

 

A investigação mostra ainda que o negócio familiar conduziu a ganhos significativos para ambos, principalmente para a mulher, tanto durante a vida da empresa como depois da sua dissolução. Os dados mostram que, em média, as mulheres ganhavam anteriormente menos 27% do que as mulheres dos casais em que cada elemento possuía a sua própria empresa, e menos 33% do que as mulheres dos casais em que apenas um dos elementos era empresário.

 

Veja a galeria: Dicas para casais que trabalham juntos

 

Assim, este estudo sugere que as empresas fundadas por um casal diminuem a desigualdade de género, no que toca a rendimentos, inferindo que as equipas de marido e mulher têm vantagens em termos de produtividade. A psicóloga clínica Maria Clara Burguete explica: “Há estudos que comprovam que os casais que trabalham juntos possuem mais compromisso com a empresa e permanecem mais tempo dedicados ao sucesso da instituição.”

 

No entanto, o estudo chama a atenção para o facto de a mulher que está numa empresa com o marido poder enfrentar preconceitos de género. Já em 2013, um estudo da Universidade da Carolina do Norte provou que “as mulheres têm hipóteses reduzidas de serem as responsáveis quando abrem negócios com os maridos”, sendo mais comum que o marido assuma o comando do negócio. “O casal que trabalha junto deve fazer uma avaliação do papel que lhe é solicitado e estar preparado para gerir diferentes registos de relação e de regras, consoante a relação em questão”, aconselha a psicóloga Maria Clara Burguete.

 

A separação da relação pessoal e profissional parece ser o maior desafio e também a razão da relutância das empresas de capital de risco em investirem nas start-up de casais. Na galeria, no final deste artigo, a psicóloga Maria Clara Burguete deixa um conjunto de conselhos para gerir este fator de tensão.

 

Por último, o estudo também demonstra que os casais que abrem empresas juntos não são mais nem menos felizes que os outros, e têm iguais probabilidades de se separarem, divorciarem ou terem filhos.

 

Conheça de seguida CASOS REAIS de casais que trabalham juntos

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