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Carne sem vacas e ovos sem galinhas? Conheça o impacto da biotecnologia no futuro da alimentação

Segundo a ONU, o planeta Terra já alcançou o marco dos 7,6 mil milhões de habitantes. E, apesar da quebra da taxa de natalidade, a população mundial continua a crescer. Prevê-se que em 2050 o número total de habitantes alcance os 9,6 mil milhões. A questão que se coloca é: como se alimenta uma população em crescimento?

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Perante o cenário de crescimento surge, também, a necessidade de aumentar a produção mundial de alimentos para satisfazer da população. No entanto, esta realidade tem gerado alguma preocupação em torno da disponibilidade dos recursos e condições para a manutenção de números tão elevados de habitantes.

 

Ainda mais, quando a atualidade atravessa fortes alterações climáticas que ameaçam as culturas e o rendimento das produções um pouco por todo o mundo, está fácil de compreender o drama inerente: existem limites finitos e cada vez mais evidentes para os agroecossistemas e pescas. Continuará o planeta Terra a ter capacidade para suportar tantos habitantes? Quais as perspetivas para o futuro da alimentação mundial?

 

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Biotecnologia no futuro da alimentação mundial

É na resposta a estas questões que surge a biotecnologia como parte da solução. Considerada uma área científica multidisciplinar e em franca expansão, esta integra duas vertentes muito importantes da ciência: a biologia e a tecnologia. Mediante processos biológicos específicos tem sido possível, ao longo dos tempos, desenvolver alimentos com características vantajosas para a alimentação futura.

 

Os processos biotecnológicos de manipulação de genes têm possibilitado à ciência desenvolver espécies agrícolas capazes de resistir a doenças, pragas e condições climáticas adversas. Tem sido possível, também, aumentar o rendimento das culturas e reduzir o uso de pesticidas e de consumo de água.

 

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Para além disto, a biotecnologia permite ainda, sob os mesmos processos, produzir alimentos de maior valor nutritivo. O arroz rico em vitaminas e o tomate com teor elevado de licopeno para a prevenção do cancro são só alguns dos benefícios possíveis com a ajuda desta área científica.

 

Em suma, numa época marcada por elevada densidade populacional, instabilidade climática e utilização descontrolada de recursos naturais, como a água por exemplo – estas técnicas de melhoramento de espécies agrícolas podem ser uma nova esperança para o futuro da alimentação mundial.

 

Conheça algumas aplicações da biotecnologia na alimentação na página seguinte

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