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Carnaval: a importância do brincar e do fantasiar

Todos os dias somos bombardeados com informação que temos de gerir, sendo esperado de nós uma postura racional, clara e objetiva. Não há tempo, ou não nos permitimos esse tempo, para brincar…

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“Passado o carnaval todos colocam as máscaras” (França, Aline)

 

Hoje, vivemos a nossa vida preocupados com algo, com o trabalho, com o dinheiro que teima em não chegar, com os filhos, com as nossas relações, enfim, o nosso pensamento anda sempre ocupado com algo negativo…

 

Os mass media todos os dias nos bombardeiam com informação que temos de gerir, sendo esperado de nós uma postura racional, clara e objetiva. Não há tempo, ou não nos permitimos esse tempo, para brincar…

 

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Mas existem alguns períodos em que a situação se inverte e o Carnaval é a representação mais clara desse momento. A racionalidade fica em segundo plano e o princípio do prazer conduz-nos. A brincadeira, a fantasia e a alegria tomam conta do país e de muitos de nós.

 

Émile Durkheim analisou os ritos desta manifestação popular e chegou à conclusão de que os rituais do Carnaval são uma forma encontrada pela sociedade de esquecer o mundo real e viajar para outro mundo, onde quem manda é a imaginação e a fantasia.

 

A fantasia traz a possibilidade de projetarmos externamente conteúdos internos que permeiam a nossa imaginação e, através das cores e das personagens que encarnamos, brincamos de forma mais livre com esses conteúdos.

 

Com a individualidade protegida das críticas e julgamentos, a fantasia liberta-nos e permite-nos interagir de forma livre e despreocupada. Mas não será isto um “pouco perigoso”?

 

É importante que os excessos sejam evitados. Perder totalmente o controle traz consequências, talvez não agradáveis para a nossa identidade. Mas, do ponto de vista psíquico, o carnaval tem uma função positiva e ajuda-nos a vivenciar aspetos que de outra forma nunca vivenciaríamos.

 

Nesse sentido, o Carnaval pode ser muito proveitoso… afinal, é o momento de relaxarmos e vivenciarmos um lado nosso que não permitimos na maior parte do ano, de nos divertirmos com o inadequado, extravasar a alegria e retornar mais leves para a realidade.

 

Vamos a isso?!

 

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