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Carla Rocha: «A experiência mostrou-me que tudo é possível»

A voz de Carla Rocha é das mais conhecidas (e reconhecidas) em Portugal. Locutora da RFM há largos anos, docente de Comunicação e formadora experiente nesta área, acaba de lançar o livro ‘Fale Menos Comunique Mais’, onde ensina as estratégias necessárias para se tornar num grande comunicador. E o que é, afinal, necessário? Fomos saber.

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Quais os perigos de uma má comunicação? Podes reportar alguns exemplos?

Não conseguir reportar uma situação à chefia; a chefia não conseguir envolver os elementos da sua equipa; não conseguirmos explicar aquele nosso projeto ou aquela nossa ideia; termos de saber dentro de nós que não conseguimos partilhar; falar algo com o marido e o marido entender bugalhos e vice-versa… há tantos exemplos que podíamos estar a aqui o dia todo. Temos professores que não conseguem transmitir a matéria, temos médicos que não conseguem explicar ao paciente o que se passa, temos pessoas num mesmo serviço isoladas porque não sabem comunicar.

 

Qual o maior erro que um comunicador pode cometer?

Esquecer-se de si mesmo, das suas características, na sua comunicação. Nós somos a parte que é insubstituível. Única. E é aquela que nunca devemos esquecer numa qualquer comunicação.

 

Ser um bom comunicador é também saber ouvir?

Completamente. Esse é um capítulo do livro. E como se diz: temos duas orelhas e uma boca para ouvir mais do que falamos. Se não ouvimos, como saber o que falar?

 

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Comunicar é falar também com o corpo. Qual a importância da linguagem corporal para a transmissão da mensagem?

É fundamental para transmitir confiança, para tornar a comunicação verbal mais consistente. O nosso corpo fala e devemos saber falar com ele.

 

És uma mulher da rádio. Como é comunicar com a voz?

É conseguir que quem nos ouve crie (dentro da sua cabeça) aquilo que a rádio não tem: imagens. É usar linguagem visual e apelativa, é ser sintético e objetivo, é saber captar a atenção (que é tão frágil), mas é também envolver e criar ligações. Por isso, defendo: que bom seria se todos comunicássemos como na rádio.

 

Enquanto comunicadora, qual a diferença da Carla Rocha de hoje para a Carla que se iniciou na rádio, no Algarve? O que te trouxe a experiencia?

É uma diferença abissal. Era uma miúda cheia de vontade de evoluir, de aprender, de fazer uma carreira na rádio, mas só tinha de bom a voz doce (risos), em tudo o mais falhava redondamente. Depois fiz um caminho. Hoje dou formação. E continuo a formar-me, a alimentar-me de outras visões. E a experiência mostrou-me que tudo é possível. Tudo. E mostrou outra coisa que é muito importante: encontrei a área de trabalho que me apaixona. De cada vez que alguém sai de uma formação ou de um treino individual a comunicar melhor, eu sinto uma emoção muito grande. Mesmo.

 

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