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Carla Rocha: «A experiência mostrou-me que tudo é possível»

A voz de Carla Rocha é das mais conhecidas (e reconhecidas) em Portugal. Locutora da RFM há largos anos, docente de Comunicação e formadora experiente nesta área, acaba de lançar o livro ‘Fale Menos Comunique Mais’, onde ensina as estratégias necessárias para se tornar num grande comunicador. E o que é, afinal, necessário? Fomos saber.

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Como surgiu a ideia de publicar este livro?

O livro acaba por ser uma consequência das minhas formações. ‘Fale menos, Comunique Mais’ surgiu de um convite por parte da minha editora, a Manuscrito, para que colocasse em livro aquilo que partilho em empresas e universidades. É um livro de fácil consulta, que pretende ser estimulante e atrativo. Os problemas que uma pessoa tem para comunicar podem ser diferentes dos problemas de outra pessoa e, como tal, ele está estruturado de forma a que seja fácil descortinar o que é que impede o leitor de comunicar melhor e tem dicas para ultrapassar esse problema. E é um livro com pessoas dentro, com muitos testemunhos.

 

O livro aplica-se à área profissional ou serve para todas as esferas da vida?

Para todas as esferas da vida, em absoluto. Se comunicarmos eficazmente, os nossos conflitos diminuem, seja em casa, no trabalho, nas relações de amizade, num restaurante, num táxi… estamos sempre a comunicar e muitas vezes não o fazemos da maneira mais eficiente, o que leva a equívocos. Este livro é mesmo para todos.

 

Falas em 10 estratégias para nos tornarmos bons comunicadores. Qualquer pessoa se pode tornar um bom comunicador ou há casos impossíveis?

Eu acredito que não há casos impossíveis. Há casos difíceis, mas não são impossíveis. Pelo menos ainda não me apareceu nenhum caso impossível.

 

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Os nervos são o maior inimigo de um bom comunicador?

Não, de todo. O maior inimigo é não ter noção da forma como comunicamos e do quanto se pode beneficiar se se melhorarem certos aspetos.

Os “nervos”, quando controlados, ajudam a potenciar o foco, aumentam a dinâmica do discurso e mantêm-nos alerta. Desconhecer aquilo que pode ser melhorado, desconhecer que se gesticula demais, que se fala rápido demais, que se usa termos que ninguém entende, isso sim é um inimigo. Parar para analisar a forma como comunicamos é fundamental, mas pouca gente o faz.

 

De todos os pontos necessários, o que é fundamental a um bom comunicador?

Querer sempre evoluir e não estagnar. Não achar que já sabe tudo, que comunica bem e arrumar as malas do saber, da formação. Podemos sempre comunicar mais e melhor. Acredito numa evolução contínua.

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