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Capitais Europeias da Cultura 2019: Plovdiv e Matera

Durante um ano, Plovdiv (Bulgária) e Matera (Itália) terão o título de Capital Europeia da Cultura. As celebrações de abertura terão lugar de 11 a 13 de janeiro, na Bulgária, e a 19 de janeiro, em Itália. A iniciativa Capital Europeia da Cultura aproxima as pessoas e destaca o papel da cultura na construção de uma identidade europeia.

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Em 2019, as cidades capitais europeias da cultura são Plovdiv (Bulgária) e Matera (Itália), ressalta hoje a Comissão Europeia em comunicado, destacando que Plovdiv é a primeira cidade búlgara a ser escolhida como Capital Europeia da Cultura. Veja algumas imagens destas cidades na galeria acima.

 

O comissário europeu responsável pela Educação, Cultura, Juventude e Desporto, Tibor Navracsics, declarou: «Os programas de Plovdiv e Matera mostram como estas cidades veem o seu próprio futuro e o da Europa, celebrando ao mesmo tempo o seu extraordinário património de vários séculos. A iniciativa Capital Europeia da Cultura aproxima as pessoas e destaca o papel da cultura na construção de uma identidade europeia. Ambas as cidades ajudarão a consolidar o impacto a longo prazo do Ano Europeu do Património Cultural de 2018, que demonstrou a forma como a cultura pode transformar para melhor as nossas cidades e regiões. Desejo a Plovdiv e a Matera os maiores êxitos».

 

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Plovdiv é a primeira cidade búlgara a ser escolhida como Capital Europeia da Cultura. Com um programa completo sob o lema «Juntos», 2019 trará novas oportunidades para a região e visibilidade internacional para a cidade. Foram organizados mais de 300 projetos em Plovdiv, assim como na região centro-sul da Bulgária e nas cidades de Varna, Sófia e Veliko Tarnovo, incluindo festivais e projetos de base comunitária, estruturados em torno de temas relacionados com as características próprias de Plovdiv, a sua história, o seu património cultural, bem como com os desafios que a cidade enfrenta.

 

Entre a possibilidade de descobrir o alfabeto cirílico através de várias exposições, de assistir a produções teatrais conjuntas com os Balcãs ocidentais e as comunidades ciganas e turcas, os visitantes têm ao seu dispor um amplo leque de atividades em que podem participar.

 

As celebrações de abertura terão lugar de 11 a 13 de janeiro, com uma série de eventos no interior e ao ar livre, incluindo um espetáculo de música, luz e dança na noite de 12 de janeiro. A comissária responsável pela Economia e Sociedade Digitais, Mariya Gabriel, participará na cerimónia oficial de abertura em 12 de janeiro.

 

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O programa de Matera foi organizado sob o lema «Um futuro aberto» e focará especialmente a inclusão social e cultural e a inovação colaborativa. Salientamos «Ars Excavandi», um olhar contemporâneo sobre a história e a cultura da arquitetura subterrânea, «Re-reading Renaissance» (releitura do Renascimento), uma viagem através do passado artístico de Basilicata e Apúlia, e «Poetry of primes» (poesia dos números primos), uma exposição sobre o papel central da matemática no trabalho dos artistas ao longo dos tempos.

 

Matera organizará também o primeiro espetáculo ao ar livre da ópera Cavalleraria Rusticana, em cooperação com o Teatro San Carlo, bem como 27 projetos desenvolvidos por comunidades criativas locais e parceiros europeus. As celebrações de abertura terão lugar em 19 e 20 de janeiro e reunirão 2 000 músicos de todas as aldeias da região de Basilicata e de muitas outras partes da Europa. O comissário Navracsics estará presente na cerimónia oficial de abertura, em 19 de janeiro.

 

Melina Mercouri, então ministra da Cultura da Grécia, tomou a iniciativa de lançar a Capital Europeia da Cultura em 1985, que se tornou, desde então, uma das iniciativas culturais mais importantes na Europa. As cidades são selecionadas com base num programa cultural que deve ter uma forte dimensão europeia, promover a participação e o envolvimento ativo dos habitantes da cidade e contribuir para o desenvolvimento a longo prazo da cidade e da região circundante.

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Deter o título de Capital Europeia da Cultura é também uma oportunidade para as cidades mudarem a sua imagem, colocarem-se no mapa mundial, atraírem mais turistas e repensarem o seu desenvolvimento através da cultura. O título tem um impacto duradouro, não apenas na cultura, mas também em termos sociais e económicos, tanto para a cidade como para a região.

 

Em 2018, as Capitais Europeias da Cultura foram Valeta, em Malta, e Leeuwarden, nos Países Baixos. Depois de Plovdiv e de Matera em 2019, as futuras Capitais Europeias da Cultura serão Rijeka (Croácia) e Galway (Irlanda) em 2020, Timisoara (Roménia), Elefsina (Grécia) e Novi Sad (Sérvia, país candidato) em 2021, Esch (Luxemburgo) e Kaunas (Lituânia) em 2022 e Veszprém (recomendada), na Hungria, em 2023.

 

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