Home»ATUALIDADE»ESPECIALISTAS»Cancro de bexiga: caso clínico real de uma abordagem integrativa

Cancro de bexiga: caso clínico real de uma abordagem integrativa

Assim como noutros cancros, o consumo de tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento do cancro da bexiga. Outros fatores de risco são, por exemplo, a exposição frequente a alguns compostos químicos e a existência de história pessoal ou familiar de cancro da bexiga.

Pinterest Google+

Quem me conhece sabe que gosto pouco de ter uma abordagem centrada na doença e prefiro sempre um cuidado centrado na saúde, mas a verdade é que uma não pode viver dissociada da outra, tudo na vida é dual, é lei! Assim, abordarei um caso de doença grave que se transformou num caso de saúde e vida com sentido. Um caso de utente com carcinoma grave da bexiga.

 

A bexiga é um órgão oco e distensível que faz parte do sistema urinário. Está ligada aos rins pelos ureteres e a sua função é armazenar a urina produzida, até que esta seja eliminada para o exterior através da uretra. O cancro da bexiga é mais frequente nos homens do que nas mulheres. Mais de 90% dos cancros da bexiga têm origem no revestimento interno deste órgão, que se designa urotélio.

 

VEJA TAMBÉM: BEXIGA HIPERATIVA: CONSELHOS MÉDICOS PARA SE LIBERTAR DO PROBLEMA

 

Assim como noutros cancros, o consumo de tabaco é o principal fator de risco para o desenvolvimento do cancro da bexiga. Outros fatores de risco são, por exemplo, a exposição frequente a alguns compostos químicos e a existência de história pessoal ou familiar de cancro da bexiga.

 

As células epiteliais da bexiga são as responsáveis pela constituição do tecido epitelial que reveste o interior da bexiga. No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, que são formadas à medida que vão sendo necessárias, a este processo chama-se regeneração celular.

 

VEJA TAMBÉM: HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA: UMA DOENÇA MAIS HABITUAL E MENOS CONHECIDA QUE O CANCRO DA PRÓSTATA

Quando as células sofrem alterações no seu ADN, altera-se o processo de divisão celular e crescem descontroladamente originando células cancerígenas, resultando na formação de um cancro. As células de cancro da bexiga podem invadir os tecidos circundantes ou disseminar a outras partes do organismo. A este processo designa-se  metastização. As metástases do cancro da bexiga podem localizar-se em órgãos adjacentes e também no pulmão, fígado e nos ossos.

 

O diagnóstico depende principalmente da cistoscopia vesical, biópsia e citologia. A terapêutica habitual para os tumores papilares da bexiga é a erradicação macroscópica completa por ressecção transuretral (RTU), ou seja, cirurgia endoscópica onde se faz uma ‘raspagem das paredes da bexiga’, incluindo parte do músculo subjacente. Uma vez que existe um risco considerável de recorrência e/ou progressão dos tumores após ressecção transuretral, recomenda-se a terapêutica adjuvante intravesical.

Artigo anterior

Porque nos apaixonamos? O amor aqui explicado pela ciência

Próximo artigo

Feira Medieval de Corroios está de volta para levar a uma viagem ao passado