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Cancro da Mama: conheça os fatores de risco que podem estar associados à doença

Em Portugal surgem por ano 6.000 novos casos de cancro da mama, a grande maioria em mulheres. Diogo Alpuim Costa, oncologista no Hospital CUF Descobertas e CUF Cascais, explica como se manifesta a doença e quais os fatores de risco associados a ela.

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Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, o cancro da mama é o mais comum entre as mulheres, sendo que apenas 1% de todos os casos são diagnosticados em homens. No entanto, esta é uma luta global, já que é uma das doenças com mais impacto na sociedade, não só por ser frequente, mas também por estar diretamente associado a um órgão que representa muitas vezes a essência da mulher.

 

«O cancro da mama pode comportar-se como uma doença silenciosa e sem aviso prévio. Trata-se de uma neoplasia cada vez mais prevalente na população feminina, pois uma em cada oito virá a ter este tipo de cancro», explica Diogo Alpuim Costa.

 

Desta forma, é cada vez mais importante a aposta na prevenção primária e secundária da doença, para que se diminua a sua incidência ou se permita a deteção precoce. O oncologista alerta para alguns sinais de alarme: «É importante reparar se existe algum nódulo ou espessamento da mama ou na zona da axila, detetável ao toque, se existem alterações no tamanho ou no formato da mama, se existe dor, mesmo que muitas vezes o nódulo patológico possa ser indolor, se existe sensibilidade ou retração do mamilo, corrimento mamilar ou se a pele da mama, o mamilo ou a aréola está gretada ou descamativa, se existe vermelhidão ou inchaço».

 

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«Se estivermos a falar do cancro da mama com lesões à distância, estádio IV, podemos estar perante inúmeras alterações clínicas, radiológicas ou laboratoriais potencialmente relacionáveis com o órgão afetado, como a dor óssea de difícil controlo e sem outra possível causa ou alterações nas análises do fígado», explica o médico. No entanto, apenas em 5% dos casos é que o cancro da mama é diagnosticado numa fase mais tardia com as chamadas metástases.

 

Após o diagnóstico, que possibilite uma abordagem multidisciplinar deste tipo de cancro, surgem os tratamentos que «são variados e dependem do tipo de doente (idade, estado geral e outros problemas de saúde, o status menopáusico, o contexto social, do tipo de cancro e a sua biologia específica, o estadio da doença (local, locorregional ou metastático), os sintomas e/ou alterações nos exames complementares de diagnóstico realizados aquando da marcha diagnóstica, a qualidade de vida do doente e as expetativas relacionadas com o prognóstico do seu cancro e com os efeitos laterais do tratamento».

 

Diogo Alpuim Costa explica ainda que «dentro da panóplia de tratamentos possíveis salientam-se a cirurgia da mama de resseção do tumor e a cirurgia plástica e reconstrutiva, a quimioterapia (antes e após a cirurgia da mama ou em contexto mais paliativo), a hormonoterapia, a radioterapia, os tratamentos com anticorpos monoclonais e a imunoterapia».

 

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Para além de tudo isto, existem outras especialidades igualmente importantes para o sucesso terapêutico, como a nutrição, o exercício físico, a dieta adequada e personalizada, a acupuntura, a vigilância de toxicidades potenciais dos tratamentos com o apoio da cardiologia, ginecologia, endocrinologias, dermatologia e muitos outros.

 

Mais do que ter acesso a um diagnóstico precoce ou a tratamentos eficazes, é cada vez mais urgente perceber quais os aspetos a considerar para prevenir o aparecimento da doença. O oncologista refere que é necessário o acesso «ao rastreio do cancro da mama segundo as normas de orientação clinica, a promoção da educação e da literacia para a saúde, o autoexame da mama, a promoção da atividade física e o combate ao sedentarismo, evitar as adições ao tabaco e ao álcool e ainda controlar o índice de massa corporal, evitando o excesso de peso».

 

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«Deve evitar-se a terapêutica hormonal de substituição no período pós-menopáusico (salvo se indicação médica em contrário) ou realizá-la num período inferior a dois anos», aconselha o médico. «Num futuro breve poderá também ser modulada a microbiota intestinal que parece estar relacionada com alguns tipos de cancro, incluindo o da mama, principalmente o hormonossensível em mulheres pós-menopáusicas, hipótese que ainda carece de validação futura e irá começar em breve em Portugal um estudo promovido pela CUF Instituto de Oncologia».

 

Evitar o stress e controlar as perturbações depressivas ou ansiosas é também um foco importante a ter em conta, visto que nos dias de hoje a pressão a que se é exposto é muito elevada. Seguindo a onda de sensibilização deste mês, é necessário saber ouvir o que o próprio corpo diz e dar importância a todos os sinais, mesmo que pequenos. Um estilo de vida saudável e sem vícios pode também ser a chave para prevenir a doença. Conheça oito fatores de risco na galeria do início do artigo.

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