Home»BEM-ESTAR»SAÚDE»Cancro da Cabeça e Pescoço: o 8º cancro mais comum

Cancro da Cabeça e Pescoço: o 8º cancro mais comum

Em Portugal, todos os anos são diagnosticados cerca de três mil novos casos de cancro de cabeça e pescoço, representando o 8º cancro mais comum, existindo um número crescente de casos em pessoas cada vez mais jovens. A 16 de setembro arranca a 7ª Edição da Semana Europeia de Luta Contra o Cancro de Cabeça e Pescoço.

Pinterest Google+

O cancro de cabeça e pescoço sempre foi associado a homens com mais de 50 anos, fumadores ou ex-fumadores com ingestão crónica de bebidas alcoólicas. No entanto, existe um número crescente de casos em pessoas cada vez mais jovens, entre os 30 e 45 anos, que não fumam, não bebem ou bebem pouco.

 

A incidência da relação entre o vírus do papiloma humano (HPV) e o cancro de cabeça e pescoço tem vindo a aumentar a nível mundial, o que poderá explicar a razão pela qual cada vez mais jovens são diagnosticados com esta patologia. A infeção pelo HPV é a causa de um subtipo específico de cancro da orofaringe (amígdalas, base de língua), relacionando-se com prática de sexo oral não protegido e com múltiplos parceiros.

 

VEJA TAMBÉM: DO AÇÚCAR AO ALCALINO: MITOS DESMISTIFICADOS SOBRE CANCRO

 

A infeção pelo vírus Epstein-Barr (EBV) é o fator de risco mais importante do subtipo de cancro da nasofaringe sendo mais comum nas áreas endémicas (Sul da China e Norte de África).

 

Cerca de 60% dos doentes com cancro de cabeça e pescoço são diagnosticados numa fase avançada, pelo facto de a maioria dos sintomas serem frequentemente negligenciados pelo doente. Neste sentido, o desafio passa por esclarecer a população para que saiba reconhecer os primeiros sinais e sintomas, como por exemplo a dor de garganta, rouquidão persistente, língua dorida e/ ou mancha vermelhas ou brancas em toda a cavidade oral, dificuldade em engolir, nódulos no pescoço, nariz entupido ou sangramento oral.

 

VEJA TAMBÉM: NOVE EM CADA DEZ FUMADORES DESENVOLVEM CANCRO DA CABEÇA E PESCOÇO

 

A complexidade e variabilidade das opções terapêuticas exigem uma abordagem por equipas multidisciplinares dedicadas e especializadas em centros com elevado número de casos, implicando na sua maioria um tratamento multimodal (radioterapia, cirurgia, quimioterapia, agentes biológicos e imunoterapia).

 

Torna-se assim premente continuar a promover a cessação dos hábitos nocivos e a implementação de programas de prevenção dirigidos a grupos com comportamentos de risco.

 

Leonor Pinto

Médica oncologista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

Artigo anterior

Como ajudar os mais pequenos a serem mais perspicazes

Próximo artigo

Sexy, confortável e de qualidade: descubra o calçado nacional para a nova estação