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Cancro colorretal: rastreios gratuitos em abril

Todos os anos surgem sete mil novos casos de cancro colorretal em Portugal, sendo esta patologia responsável pela morte de 11 portugueses por dia. A nova campanha visa alertar também para os sintomas da doença, desconhecidos para metade dos portugueses, segundo a Europacolon Portugal - Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo.

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No âmbito da campanha ‘Conhece os sintomas do cancro do intestino’, 97 farmácias Holon vão disponibilizar rastreios gratuitos de pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF), durante o mês de abril, mediante alguns critérios (ver abaixo).

 

A Europacolon Portugal – Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo e esta rede de farmácias alertam para o facto de 50% dos portugueses desconhecerem os sintomas do cancro colorretal. A partir dos 50 anos de idade é vital realizar o rastreio PSOF. Esta doença, quando detetada na fase inicial, tem uma taxa de cura na ordem dos 90%!

 

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«Este rastreio traz significativos ganhos em saúde para o doente e pode evitar a doença em estados mais avançados ou tornar a intervenção terapêutica mais eficaz», explica Vítor Neves, presidente da Europacolon Portugal. O responsável acrescenta: «O cancro colorretal é responsável pela morte de 11 portugueses por dia. Acreditamos que as pessoas ainda não estão conscientes para os sintomas e desvalorizam a incidência desta doença. Isso, junto com a falta de um programa de rastreio ao nível nacional, justifica os números alarmantes do nosso país».

 

De acordo com o Programa Nacional para as Doenças Oncológicas da Direção Geral da Saúde, o rastreio do cancro colorretal, através da pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF), constitui uma necessidade a nível nacional e europeu, pela morbilidade e mortalidade associada a estas neoplasias. Estes programas de rastreio têm revelado um impacto significativo na redução da incidência do cancro colorretal e permitido diminuir a sua mortalidade em aproximadamente 16%.

 

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Segundo Mariana Rosa, farmacêutica e coordenadora deste projeto ao nível nacional, «o método de rastreio utilizado permite identificar pequenas quantidades de sangue nas fezes, que podem ser consequência da presença de um tumor ou de pólipos no intestino. Em caso positivo, os nossos farmacêuticos fazem o encaminhamento imediato para o médico, que decidirá quais os exames complementares de diagnóstico mais adequados, sendo que, normalmente, é recomendada a realização de uma colonoscopia».

 

O rastreio é gratuito e tem em consideração os seguintes critérios de inclusão:

– Idade compreendida entre os 50 e os 74 anos;

– Não realizou PSOF no último ano ou colonoscopia nos últimos 5 anos;

– Sem sintomas relevantes;

– Sem ligações hereditárias de primeiro grau a doentes de cancro colorretal (estes deverão fazer o exame de colonoscopia);

– Sem história pessoal anterior de cancro;

– Sem diagnóstico prévio de pólipos colorretais ou doença inflamatórias do intestino (doença de Crohn ou colite ulcerosa).

 

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