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Cancro aumenta 33% entre 2005 e 2015

Novo relatório global mostra que o cancro está a aumentar no mundo devido ao envelhecimento da população. Conclui também que os homens têm mais probabilidade de desenvolver cancro do que as mulheres em algum período da sua vida.

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Em apenas dez anos, entre 2005 e 2015, a incidência de cancro no mundo aumentou 33%, segundo um novo relatório global liderado pela Universidade de Washington, EUA, e divulgado pela revista científica JAMA (Journal of the American Medical Association).

 

Os dados revelados, que incidiram sobre 32 tipos de cancro registados em 195 países, entre 1990 e 2015, são considerados muito importantes para a comunidade científica, uma vez que permite traçar melhores estratégias de ataque à doença, mediante a sua incidência e demografia.

 

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Em 2015, registaram-se no mundo 17,5 milhões de casos de cancro e 8,7 milhões de mortes. Este aumento coloca o cancro como a segunda causa de morte no mundo, a seguir às doenças cardiovasculares, e deve-se sobretudo ao aumento da idade da população e a alterações nas taxas de incidência registadas em algumas idades.

 

O relatório, liderado pela investigadora Christina Fitzmaurice, mostra ainda que a probabilidade de desenvolver a doença em algum momento da sua vida é mais elevada nos homens (1 em cada 3) do que nas mulheres (1 em cada 4).

 

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Já no que toca ao tipo de cancro, a análise concluiu que o cancro da próstata é o mais comum nos homens (1,6 milhões de casos no mundo). Mas o mais mortal para os homens é o que afeta a traqueia, brônquios e pulmões. No caso das mulheres, lidera a incidência de cancro da mama (2,4 milhões de casos), sendo também o mais mortal. Ao nível das crianças, a leucemia é o cancro mais comum, seguido de outras neoplasias, linfoma não-Hodgkin e cancro do cérebro e do sistema nervoso.

 

«Apesar das reduções significativas na mortalidade registadas em muitos países, o cancro estabelece uma barreira ao desenvolvimento futuro. Espera-se que a sua incidência continue a aumentar, mesmo em países com sistemas de saúde avançados. Mas um arsenal alargado para prevenção e tratamento, aliado a compromissos políticos, dá esperança de que esta ameaça possa ser controlada», pode ler-se no relatório.

 

 

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