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Canábis é a droga mais consumida na Europa

O Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência divulga o novo Relatório Europeu sobre Drogas, que retrata o consumo de substâncias ilícitas por parte dos europeus. O aumento da produção de cocaína, a disseminação das substâncias psicoativas e as ameaças que a Internet está a trazer na proliferação do consumo de drogas são alguns dos pontos destacados.

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No último ano, 24 milhões de adultos entre os 15 e os 64 anos consumiram canábis na União Europeia, representando 7,2% da população. Segue-se a cocaína como a droga mais consumida no último ano, nomeadamente por 3,5 milhões de europeus (1,1%) e a MDMA, vulgo ecstasy, consumida por 2,6 milhões de europeus que integram esta margem etária (0,8%). Os dados constam do novo Relatório Europeu sobre Drogas 2018: Tendências e Evoluções, divulgado ontem pelo Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.

 

De salientar que neste top três das drogas mais consumidas, a maior incidência é junto dos adultos jovens. O relatório segmentou o consumo das mesmas drogas pela faixa etária dos 15 aos 34 anos. Neste caso, o consumo de canábis foi feito no último ano por 17,2 milhões de jovens adultos (14,1%); 2,3 milhões de europeus desta faixa etária (1,9%) consumiram cocaína; e 2,2 milhões de jovens adultos (1,8%) consumiram ecstasy.

 

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A seguir ao top três, as drogas mais consumidas são as anfetaminas. Consumidas por 0,5% dos adultos europeus (1,7 milhões) e por 1% dos jovens adultos (1,2 milhões). Outro dado indica que 3% dos jovens com 15 e 16 anos consumiram substâncias novas psicoativas.

 

«Hoje em dia, em comparação com os padrões passados, não só os problemas de droga na Europa parecem estar numa fase particularmente dinâmica, como igualmente, a nível geral, os dados existentes sugerem que a disponibilidade das drogas é elevada e que em algumas regiões está mesmo a aumentar. Esta situação levanta uma série de novos desafios importantes às respostas existentes a nível nacional e europeu aos problemas de consumo de droga e relacionados com a toxicodependência», pode ler-se no relatório.

 

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O estudo baseia-se numa análise aprofundada de dados europeus e nacionais que destaca tendências e questões emergentes: «Este ano, para uma ampla gama de substâncias, constatamos alguns sinais preocupantes de níveis elevados de produção de droga na Europa, mais próxima dos mercados de consumo. Os progressos tecnológicos facilitam este desenvolvimento, para além de assegurarem a ligação entre produtores e consumidores de droga europeus e os mercados globais através da Internet de superfície e da Internet oculta».

 

Outros dados preocupantes ressaltados pelo Observatório são a proliferação das substâncias psicoativas e o aumento da produção de cocaína na América Latina com impacto no mercado europeu. «Os novos indícios do aumento da disponibilidade e uso de cocaína crack na Europa constitui também uma causa de preocupação que requer vigilância. A existência de novas substâncias psicoativas no mercado de drogas europeu continua a colocar problemas de saúde pública e desafios aos decisores políticos», pode ler-se no relatório.

 

 

 

 

 

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