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Campanha contra violência no namoro disponível a partir de hoje

A campanha #NamorarSemViolência é feita em parceria com o cantor AGIR e com diversos influenciadores digitais. Cerca de 20% das raparigas da União Europeia, entre os 18 e os 29 anos, foram vítimas de assédio sexual online.

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O Governo lança uma nova campanha contra a violência no namoro, dirigida aos mais jovens, feita em parceria com o cantor AGIR e os influenciadores digitais. A campanha, disponível a partir de hoje, destina-se a esclarecer comportamentos e a divulgar linhas de apoio.

 

Em entrevista à agência Lusa, a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, refere que a campanha #NamorarSemViolência será difundida através das plataformas sociais. A campanha é apadrinhada pelo cantor e compositor AGIR, que gravou uma mensagem com um apelo para os mais jovens e tem também a participação de seis influenciadores com presença ativa nas plataformas sociais Tik Tok e Instagram porque, mais uma vez, resolveram apostar em «agentes de difusão que realmente têm influência sobre os grupos mais jovens».

 

O objetivo é, segundo Rosa Monteiro, «reforçar o conhecimento e a divulgação sobre as linhas de apoio que existem», além de pretender fazer um apelo à denúncia e à procura de informação, desde logo através da linha da Comissão para a Cidadania e a Igualdade Género (CIG) 800 202 448 ou do número de sms 3060.

 

A campanha tem por base pequenos vídeos gravados por cada um dos influenciadores que, depois, são partilhados nas suas páginas, e que refletem «comportamentos que não são considerados pelos jovens como sendo violência ou agressão».

Cerca de 20% das raparigas da União Europeia, entre os 18 e os 29 anos, foram vítimas de assédio sexual online. A este propósito Rosa Monteiro referiu o mais recente relatório do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE, na sigla em inglês) onde se conclui que, na União Europeia, cerca de 20% das raparigas entre os 18 e os 29 anos diz ter sido vítima de assédio sexual online.

 

O relatório nacional da cibersegurança de 2019,diz-nos porém que, em Portugal, o discurso e a violência online «é pouco considerado pelas próprias pessoas», pelo que são precisas «mais e melhores ferramentas para conhecer e combater o fenómeno» e os adultos têm de estar mais preparados, nomeadamente através de cursos de literacia digital, para acompanhar esta área, tendo em conta a «quantidade de horas considerável que neste momento todas as pessoas em geral passam» frente aos computadores ou telemóveis. É preciso «monitorizar estes novos fenómenos» mas, também, criar «mais mecanismos para tornar efetivo o seu combate», além de mais prevenção, disse a Secretária de Estado.

 

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Os dados da UMAR mostram que 58% de jovens, até ao 12.º ano de escolaridade, reportam já ter sofrido pelo menos uma forma de violência e 67% de jovens consideram como natural algum dos comportamentos de violência. Os dados da associação Plano i – cujo estudo incide sobre a população universitária – mostram que 53,8% de jovens já sofreram pelo menos um ato de violência no namoro», o que demonstra que continua a haver tolerância social perante o fenómeno, sendo por isso necessário mais trabalho de informação, esclarecimento e de dar visibilidade.

 

Rosa Monteiro disse ainda que, no último trimestre de 2020, arrancaram mais cinco projetos, financiados pela CIG, dedicados à intervenção primária entre crianças e jovens, entre eles um projeto da associação Plano I para «trabalhar masculinidades violentas e agressivas», com 34 escolas parceiras «para trabalhar ferramentas de autorregulação emocional».

 

 

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