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Calçado de segurança: podologista explica regras a seguir

É necessário garantir as condições de trabalho adequadas, entre as quais no calçado, de forma a evitar a ocorrência de acidentes e de doenças que surjam de efeitos do próprio trabalho. A podologista Fátima Carvalho explica os cuidados a ter especificamente com o calçado nestas circunstâncias.

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Várias são as atividades laborais que precisam de adquirir os chamados equipamentos de proteção individual (EPI), como capacetes, calçado de segurança, entre outros, destinados a serem utilizados pelo trabalhador para se proteger dos riscos quando estes não possam ser evitados ou limitados, ou quando as medidas de proteção integradas e de proteção coletiva não são suficientes para garantir a segurança e a saúde da pessoa.

 

No que concerne ao calçado de segurança, todos os equipamentos desta categoria têm de apresentar um certificado de qualidade, denominado por marcação CE, bem como uma indicação dos níveis de proteção.

 

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Esta marcação é concedida por laboratórios competentes e acreditados, devendo o fabricante apresentar amostras do seu calçado aos laboratórios para que se proceda à análise necessária. Só depois deste processo é que será concedida uma autorização de produção legal do artigo.

 

Caso o calçado não tenha uma marcação CE, então não é calçado de segurança, sinal que prova que o equipamento em questão não responde aos critérios necessários à sua acreditação. Para efeitos de obtenção a certificação exigida por lei, um calçado adequado à proteção de um trabalhador deve apresentar as seguintes caraterísticas:

 

  • Eficácia (adequado aos riscos a proteger);
  • Robustez;
  • Praticabilidade;
  • Comodidade;
  • De fácil limpeza e conservação.

 

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Não descorando o que foi referido anteriormente, importa também que cada empresa, antes de eleger qual o equipamento de proteção individual a utilizar, efetue uma análise que afira quais as condições e riscos a que o trabalhador está exposto. Ainda assim, de modo geral, os membros inferiores devem ser protegidos contra o risco de esmagamento, de perfuração (por pregos, varões, etc.), de resistência ao contacto com corrente elétrica, deve ter resistência térmica e ao fogo, resistência a produtos químicos e a óleos, absorção de energia e características antiderrapantes.

 

Estando garantidas todas as medidas de segurança, verifica-se ainda que existem alguns fatores que não podem ser colmatados com calçado de segurança ou outros equipamentos. Em muitos casos, principalmente na indústria e construção civil, o desgaste dos pés e o surgimento de problemas associados a movimentos e posições de elevado esforço físico, e algumas vezes a comportamentos incorretos, levam a que seja crucial uma intervenção especializada.

 

Por Fátima Carvalho

Podologista responsável pelo Centro Clínico do Pé

Amarante

 

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