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Cada vez menos mulheres escolhem ser mães

Dados de junho de 2014 mostraram que Portugal é o país da Europa onde as mulheres têm menos filhos. Agora, nos Estados Unidos, dados revelam que nunca a natalidade foi tão baixa.

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A diminuição da natalidade é um fenómeno mundial. Em junho de 2014, um inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatística e pela Fundação Francisco Manuel dos Santos mostrou que 75,1% da população portuguesa em idade fértil não espera ter filhos nos próximos três anos, seja porque não quer ter, seja porque já teve.

 

Os números mostram que em 2013, em média, os portugueses tiveram 1,03 filhos, o valor mais baixo do conjunto da União Europeia, onde a média é de 1,58 filhos por mulher. Estes valores são substancialmente mais baixos do que a média nos Estados Unidos (1,86 de filhos por mulher em 2014). Ainda assim, a média da natalidade naquele país baixou pelo sexto ano consecutivo.

 

Os dados revelados na passada semana pelo gabinete americano do Census mostram que cerca de metade das mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 44 anos não tiveram filhos no decorrer do ano de 2014, sendo este o valor mais alto de sempre.

 

Se, por um lado, o aumento da oferta dos sistemas contracetivos e o aumento da idade média de casamento têm um papel importante nestes números, a verdade é que esta tendência revela uma opção consciente por parte das mulheres, muitas vezes relacionada com as pressões inerentes à vida profissional e a uma carreira de sucesso. As estatísticas mostraram que as mulheres que não têm filhos até aos 40 anos têm poucas probabilidades de terem um mais tarde. Ainda, as mulheres entre os 40 e 50 anos têm menos probabilidades de terem filhos se ocuparem posições de chefia.

 

Portugal e Estados Unidos têm em comum o fator económico como explicação para estes números. Enquanto em Portugal a maioria das pessoas (54,2%) considera que o aumento dos rendimentos das famílias com filhos seria a medida mais importante para promover a fecundidade; o Census americano revelou também que o fator económico é a explicação mais comum para os casais optarem por um ou nenhum filho.

 

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