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Cada vez mais mulheres conseguem preservar o útero

Os miomas uterinos afetam cerca de dois milhões de mulheres em Portugal, 40% das quais ainda em idade reprodutiva, e são a primeira causa das histerectomias.

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Primeiro estudo feito em Portugal sobre a realização de histerectomias, da iniciativa da Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG), revela que em 15 anos o número de histerectomias em Portugal diminuiu quase 20%.

 

Entre 2000 e 2014, 166.177 mulheres foram submetidas a histerectomia em Portugal. Em 2014, foram realizadas 9.326 histerectomias nos hospitais públicos.

 

Regionalmente, o estudo indica a existência de diferenças. Enquanto que no sul e centro o número de histerectomias reduziu bastante (Algarve -33,5%; Lisboa -28,9%), no norte do país, verificou-se uma diminuição de apenas 4,7%. Há, no entanto, a referir que o número de histerectomias por 100 000 mulheres é mais baixo no norte do país do que nas outras regiões, revela a SPG.

 

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Os miomas uterinos afetam cerca de dois milhões de mulheres em Portugal, 40% das quais ainda em idade reprodutiva, e são a primeira causa das histerectomias.

 

Fernanda Águas, presidente da SPG, revela que «há uns anos, havia um maior número de úteros que eram removidos por patologia uterina benigna, sendo os miomas uterinos a indicação mais frequente para a realização dessa cirurgia. Atualmente, estamos perante uma alteração no paradigma do tratamento dos miomas uterinos, tanto pelo recurso a cirurgias mais conservadoras como pela disponibilidade de novas alternativas de tratamento médico e este estudo é prova disso».

 

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Preservar o útero pode trazer benefícios em termos de autoimagem. Algumas mulheres associam-nos ao conceito de feminilidade e é também um órgão fundamental no caso de a mulher ainda pretender engravidar. Podem existir igualmente benefícios orçamentais para o Serviço Nacional de Saúde, ao evitar uma cirurgia que requer internamento e um período de recuperação que pode variar entre 4 a 6 semanas.

 

Segundo o estudo, esta cirurgia, onde é retirado o útero, continua a ter indicação nas mulheres que sofrem de patologias oncológicas ou prolapsos uterinos (quando os úteros saem da posição original). Nestas situações, ao contrário do que aconteceu com os miomas uterinos, não se verificou a redução do número de histerectomias. Portugal realiza menos histerectomias do que países como a Alemanha ou os Estados Unidos.

 

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