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Cada um vê o que quer

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Muitas pessoas quando ouvem esta informação pela primeira vez sentem-se diminuídos e até algo complexados, como se fossem menos inteligentes. Se é o seu caso, descanse pois nada disto tem a ver com a sua inteligência mas sim com um mecanismo que é de sobrevivência. Se o nosso cérebro realmente absorvesse os 2 milhões de bits, o mais provável é que entrasse em colapso num curto espaço de tempo. Assim, para nossa sobrevivência, a quantidade absorvida é muito menor. Esperando que agora esteja mais tranquila/o em relação a isto, o que na minha opinião importa falar é sobre o que é que determina o que decidimos absorver e como mudar, caso o que estejamos a absorver não seja exatamente o que pretendemos.

 
Como disse, os valores determinam aquilo em que nos focamos e associados aos valores estão as nossas crenças. Falarei de crenças pois tende a ser mais fácil reconhecê-las dos que os valores. Imagine então que, por algum motivo, acredita que a cidade onde vive é pouco segura. O mais provável é estar constantemente a ler e ouvir notícias acerca de assaltos e casas arrombadas. Por outro lado, se acreditar que a sua cidade é segura, talvez até se esqueça de trancar a porta do carro e não lhe acontecer nada. Outros exemplos deste mecanismo do nosso cérebro são, por exemplo, se já esteve grávida é provável que tenha notado que via mais grávidas que anteriormente. Ou quando pensou em comprar um carro novo e de repente via-o em toda a parte. Tenho uma notícia para si: tem havido mulheres grávidas desde o princípio dos tempos por isso se apenas agora reparou nelas é fruto do tal mecanismo de omissão sobre o qual escrevo.

 
Então se aquilo em que está focado/a não é o que pretende, o que fazer para alterar esse critério de pesquisa? Desde logo pode ser interessante perguntar a si mesma/o quais os benefícios de acreditar no que acredita. Será que esta crença tem algum benefício real? E é baseada em algo de positivo ou apenas em medo e inseguranças? Se for o caso, procure ver como pode acreditar em algo diferente. Procure ajude se necessitar, pode ser mais simples do que imagina.

 
Tal como quando recorre a um motor de busca na internet obtém milhares de resultados, na vida também. Se decidir pesquisar constantemente palavras como “crise” é natural que vá agir em confirmidade com ela, mas se por outro lado, decidir procurar palavras como “oportunidades”, “emprego”, “felicidade”, “amor”, “partilha”, ou “desenvolvimento pessoal” é bem provável que comece a focar-se em coisas que ainda não se focou e quem sabe algum tipo de magia acontece…

 
Boas pesquisas!

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