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Cada um vê o que quer

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Olá! No artigo de hoje, gostaria de falar acerca de alguns mecanismos do nosso cérebro e, mais especificamente, de como os filtros nele contidos afetam a forma como construímos a nossa realidade.

 
Sempre que nos deparamos com um qualquer evento, ou uma informação nova que chega até nós, o nosso cérebro forma aquilo que em PNL chamamos de “representação interna”. Uma representação interna é formada por sons, imagens e ou sensações e pode ser definida como um conceito ou opinião que temos acerca do que acabámos de presenciar ou apreender.

 
Certamente já esteve perante situações em que, tendo outra pessoa ao seu lado, e perante o mesmo evento, cada uma formou opiniões significativamente diferente. A explicação para isto está relacionada com os tais filtros que mencionei e que são coisas como as nossas memórias, as nossas atitudes, as nossas crenças e valores, entre outros. Como todos temos memórias diferentes, crenças e valores diferentes, é natural que dificilmente duas pessoas interpretem um acontecimento exactamente da mesma maneira.

 

Se o evento que acabei de testemunhar representa para mim uma enorme injustiça e o valor Justiça é muito importante para mim, poderei associar uma carga emocional muito forte ao evento, enquanto que outra pessoa para quem o valor Justiça não seja tão importante, pode até não concordar com o que presenciou, mas não associar uma carga emocional tão forte.

 

Como já referi em artigos anteriores, os valores são filtros muito importantes para nós e determinam aquilo a que damos valor e aquilo que consideramos certo ou errado. Além destes, o nosso cérebro está constantemente a omitir informação. Estima-se que, num ambiente urbano, o nosso cérebro é constantemente bombardeado com cerca de 2 milhões de bits de informação por segundo. Contudo, devido a este mecanismo que omite informação, o cérebro acaba por absorver apenas cerca de 134 bits por segundo. É quase como se tivéssemos umas palas de cada lado que nos obrigam a focar apenas em alguns assuntos.

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