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Bullying por estigma racial ou de orientação sexual é o mais demolidor

O facto de serem características vitalícias da vítima tornam a situação mais difícil. Por isso, um estudo realizado nos Estados Unidos da América analisou as diferentes estratégias para melhorar a forma de se lidar com os diferentes tipos de bullying. Saiba ainda como um jovem deve agir em caso de ser vítima bullying.

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Um estudo levado a cabo nos Estados Unidos da América identificou os efeitos que o assédio infantojuvenil tem nas crianças e concluiu que o que é feito com base nas características raciais ou de orientação sexual são os mais demolidores para a vítima.

 

Os pesquisadores da Universidade de Delaware estudaram os métodos para prevenir este tipo de assédio e a arranjar formas de lutar contra ele. «Interessei-me por isto porque percebemos que ser vítima de bullying por estigmatização de uma característica ou identidade é realmente prejudicial», relata Valerie Earnshaw, professora de Ciências da Família e de Desenvolvimento Humano e autora do estudo. O facto de serem características vitalícias da vítima tornam a situação mais difícil. E a forma de atuar perante os tipos de bullying também deve ser pensado, segundo os pesquisadores.

 

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Earnshaw está a desenvolver um novo projeto baseado no estudo, nomeadamente para dotar os profissionais das escolas de ferramentas para melhor saberem lidar com questões de bullying de orientação sexual. O objetivo é que estes profissionais consigam prevenir, identificar e atuar junto dos estudantes vítimas de bullying e dos agressores.

 

A professora indica que algumas estratégias, como alunos que não sofrem deste assédio falarem ou intervirem, podem ser uma forma de sanar a prática. Mas as estratégias direcionadas que tratam o estigma, como a redução de estereótipos e preconceitos, podem ser necessárias para enfrentar este assédio.

 

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Earnshaw diz ainda que as intervenções sobre o bullying – racial, sexual, de peso, entre outros –  devem ser rigorosamente avaliadas para ver como e como essas intervenções funcionam. «Globalmente, o assédio baseado no estigma é um fenómeno complexo que precisa de uma abordagem integrada. Estudantes, professores, pais, prestadores de cuidados de saúde, treinadores, líderes religiosos e decisores políticos têm um papel a desempenhar para acabar com isto e melhorar o bem-estar dos jovens afetados pelo bullying», conclui a pesquisadora.

 

Veja de seguida, na galeria no início do artigo, o que o jovem deve fazer em caso de ser vítima bullying. Recomendações da APAV- Associação Portuguesa de Apoio à Vítima.

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