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Bruno Cabrerizo: “Gostaria de ficar por Portugal”

O ator brasileiro veste a pele de Santiago Ortiz na novela da TVI “A Única Mulher”, enquanto conquista audiências a dançar aos domingos à noite. Conheça melhor Bruno Cabrerizo.

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Bruno Cabrerizo tem 35 anos e nasceu no Rio de Janeiro. As suas raízes italianas levaram-no a viver alguns anos neste país europeu onde trabalhou durante dez anos como modelo, deixando para trás a carreira de jogador de futebol. Chega a Portugal como o professor de dança Santiago Ortiz na novela da TVI “A Única Mulher” e, ao mesmo tempo, dança semanalmente no programa “Dança Com As Estrelas”, depois de ter conquistado o terceiro lugar na versão italiana do concurso em 2011. Nos tempos livres, Bruno conta que está a descobrir a culinária, as praias e a simpatia dos portugueses.

Como é que um brasileiro com raízes italianas vem parar a Portugal? Foi obra do destino ou um desejo?

Queria muito trabalhar na minha língua mãe e a minha agência aqui em Portugal, ao saber da personagem Santiago, propôs-me para o papel. Enviei um vídeo de apresentação e depois passei pelo normal processo de seleção até ser escolhido para o papel.

O que é que tem vindo a descobrir sobre Portugal e sobre os portugueses?

A culinária, as praias e a recetividade do povo português.

Também somos amantes do ‘dolce fare niente’?

Conheço somente Lisboa mas, pelo pouco que vi, aqui não é assim.

Sente que é mais europeu do que brasileiro?

Diria que sou metade europeu e metade brasileiro.

 Deixou o futebol pela moda e, agora, entrega-se à representação. Estas duas artes ligam-se de alguma forma?

O mundo do futebol e o das artes são muito parecidos. Em ambos existe uma grande competitividade e, para conseguirmos vencer na carreira, é necessário ter muita perseverança e paciência.

Como definiria o Santiago em  “A única Mulher”?

É um homem íntegro, trabalhador e muito orgulhoso.

Que desafios é que esta personagem lhe tem trazido?

Todos os dias são um desafio principalmente porque é preciso manter o fio condutor da personagem, ou seja, “aceitar” a discriminação racial sem explodir. Já o Bruno Cabrerizo não levaria desaforo para casa.

Como é a relação com os restantes membros do elenco?

A relação é muito boa, dou-me bem com toda a gente.

Não podia ser melhor altura para participar também no “Dança Com as Estrelas”…

É verdade. Além disso, o concurso é um excelente trampolim para o início da minha carreira em Portugal.

Com tanto trabalho, como é um dia típico na sua vida?

Neste momento, tenho muitas coisas a acontecerem ao mesmo tempo e, como tal, todos os dias são muito cheios. Num dia típico, vou para os ensaios, depois vou gravar a novela e, no final do dia, volto para casa. Mas não necessariamente por esta ordem, os horários são sempre diferentes.

Quando é que descobriu o talento para a dança?

Eu acho que não tenho talento. Diria que tenho somente muita força de vontade.

Qual o tipo de dança que prefere?

O jive é o meu estilo preferido.

Quais as maiores diferenças entre a versão italiana e a versão portuguesa do programa?

A diferença maior está na escolha das músicas. No programa em Itália há uma orquestra que toca ao vivo e, geralmente, usam canções italianas adaptadas aos ritmos da dança de salão em questão. Em Portugal, o programa usa músicas mais comerciais e que são sucessos mundiais para atrair o público mais jovem. Tirando isso, os dois formatos são muito parecidos.

Tem cuidados especiais com o corpo?

Apenas evito comer hidratos de carbono à noite.

E a sua alimentação muda durante esta fase?

Como mais do que o normal, porque tenho tendência a emagrecer e, com o desgaste de energia a que o programa obriga, tenho de compensar.

Já sentiu o assédio das portuguesas?

Ainda não. Até porque ainda não tive tempo para ter muito contacto com o público ou outras pessoas que não são do meu ambiente de trabalho. Na verdade, desde que cheguei a Portugal, saio de casa para trabalhar e só volto à noite para dormir.

A sua mulher e as suas duas filhas não estão consigo em Portugal. Os planos para o futuro passam por viver aqui com a família?

Eles estão em Itália, na nossa casa em Milão, onde é a nossa residência oficial de momento. Por enquanto ainda não faço planos a longo prazo mas admito que gostaria de ficar por Portugal.

Como é que lidam com as saudades?

Felizmente a tecnologia existe para nos ajudar nestas situações. Falamos através do Skype.

Quais são as suas preocupações como pai?

Dar uma boa educação aos meus filhos, que acho que é a base de tudo na vida. Além disso, espero que eles tenham sempre saúde pois sem ela não podemos fazer nada na vida

Por Joana de Sousa Costa

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