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Biossensores informam quando deve ir ao médico

O estudo levanta a possibilidade de um dia ser possível identificar diabetes tipo 2 e detetar exposição à radiação através destes dispositivos wearable.

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Já há um relógio capaz de dizer que deve ir ao médico. Um grupo de investigadores apoiados pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos revelou a capacidade de biossensores portáteis detetarem alterações fisiológicas que podem indicar doença, mesmo antes do surgimento de sintomas.

 

As alterações na frequência cardíaca, pressão arterial e temperatura corporal podem revelar problemas de saúde, como doenças cardiovasculares ou infeção. Enquanto estes são avaliados em exames anuais, sem acompanhamento mais frequente, as doenças podem passar despercebidas e progredir entre visitas ao médico. Além disso, esses parâmetros variam muito ao longo do dia e entre os indivíduos, de modo que uma leitura única pode não ser representativa ou fornecer informações suficientes para fazer uma avaliação personalizada.

 

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Estes biossensores wearable (‘usáveis’), semelhantes ao FitBit, um monitor de atividade, conseguem verificar esses parâmetros regularmente.

 

Primeiro, os investigadores  das universidades de Standford e Palo Alto seguiram os resultados de um homem que durante dois anos utilizou sete dispositivos diferentes. Cada dispositivo mediu uma variedade de parâmetros, incluindo o seu nível de atividade, exposição à radiação e níveis de hemoglobina ligados ao oxigénio no sangue, e registou mais de 250.000 medições por dia. Com base na sua precisão, a capacidade de medir três variáveis-chave de frequência cardíaca, temperatura da pele e movimento, selecionaram um dispositivo para monitorizar um grupo adicional de 43 indivíduos para uma média de cinco meses cada.

 

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No primeiro indivíduo avaliaram como as medidas fisiológicas flutuavam ao longo do dia, uma vez que uma leitura diária pode não fornecer toda a imagem. Ao compararem com os outros participantes, notaram uma ampla gama de frequências cardíacas, indicando a necessidade de análise personalizada. Os resultados também mostraram que os estes biossensores podem fornecer medições frequentes e uma análise personalizada.

De seguida avaliaram casos em que as leituras pareciam anormais. O participante que foi monitorizado durante dois anos teve quatro períodos em que a sua frequência cardíaca e temperatura da pele foram excecionalmente altas. Durante três desses períodos relatou sintomas clínicos como congestão. Após um dos períodos periféricos foi diagnosticado com a doença de Lyme. Ou seja, o biossensor previu a doença antes de o paciente sentir quaisquer sintomas.

 

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Outros três participantes ficaram doentes durante o período de monitorização. Em cada caso, a frequência cardíaca do participante aumentou, em comparação com a sua média individual. Com os dados recolhidos, a equipa criou um algoritmo, chamado Change-of-Heart, para identificar possíveis doenças baseadas nos desvios da frequência cardíaca no intervalo normal.

 

«Podem-se retirar conclusões científicas de dados pessoais. Aqui os autores recolheram uma quantidade enorme de dados e deram-lhe sentido de uma forma sistemática e usando ferramentas de dados científicos e métodos analíticos», declarou Grace Peng, diretora do Instituto Nacional de Imagiologia e Bioengenharia Biomética dos EUA.

 

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