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Biodanza, a dança da vida plena

No Dia Internacional da Dança, assinalado a 29 de abril, recordamos uma prática que usa a dança como terapia para o bem-estar integral. Em vez de se ensinar e aprender, a biodanza depende da experiência para promover a transformação e a mudança. Essas experiências são criadas através da música, dança e interação entre os participantes em exercícios e jogos cuidadosamente elaborados. Nicole Schwalb, facilitadora de biodanza, passou por Portugal e explicou-nos tudo.

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E como é que funciona? Durante as sessões (90 minutos), seja em grupo, a pares ou individualmente, cada exercício é explicado antes de ser executado «para facilitar a formação de novos caminhos neurais e efetuar a mudança». Os participantes são convidados a não falar durante a sessão para que os seus corpos permaneçam conectados à sensação, alerto às emoções em mudança, sem análise ou julgamento. «Aumenta a intensidade da experiência sentida, outra condição para efetuar o crescimento neuroplástico», uma teoria que sugere que o ambiente exerce uma grande influência sob a forma como o cérebro se desenvolve e funciona (não apenas durante a infância), e as atividades em que nos envolvemos afetam todos os níveis do nosso ser: físico, cognitivo e emocional. O cérebro tem então as características do plástico: mutável, maleável  e, por isso, mesmo os cientistas denominaram este fenómeno de neuroplasticidade.

 

Por fim, a sessão não é finalizada com qualquer análise ou partilha. Em vez disso, os participantes são incentivados durante a semana a escrever pensamentos e sentimentos que vão surgindo e a partilhá-os com o grupo no inicio da sessão da próxima semana.

 

Veja também: «A biodanza é a dança da vida» 

Segundo nos contou a especialista, esta arte do movimento, a biodanza, é para todos, sem exceção. «A nível físico permite a expansão da nossa gama de movimentos, reabilitamos padrões de ambulação, desenvolvemos a integração auditiva-motora e aumentamos a vitalidade. A nível emocional, abrimos a profunda conexão interpessoal com os outros através de danças compartilhadas, momentos tranquilos de reconhecimento mútuo e exercícios envolvendo o toque e a carícia. Cada sessão inclui danças vitais que ativam o sistema nervoso simpático seguido de danças mais suaves e silenciosas que ativam o sistema nervoso parassimpático. Esta oscilação de ativação e de repouso facilita a neuro-modulação que melhoram o funcionamento integrado dos nossos cérebros e sistemas nervosos», defende Schwalb ao apresentar alguns dos benefícios principais da biodanza.

 

Quando questionada sobre se nós, como indivíduos, temos alguma influência nos nossos próprios cérebros através das atividades que nos envolvemos em todos os níveis de nosso ser (físico, cognitivo e emocional), Nicole não hesitou: «Cada vez que agimos, pensamos ou sentimos de uma nova maneira, criamos uma nova via neutra no nosso cérebro. A prática leva à perfeição. Nós precisamos disso».

 

Veja imagens de sessões de biodanza na galeria no topo deste artigo.

 

Ficou interessado/a? Basta contactar a coordenação mais próxima de si.

Lisboa – coordenacaolisboa@escolabiodanzasrt.com (Irene Franco e José Neves)

Porto – coordenacaoescolaporto@gmail.com (Ana Maria Silva)

Algarve – ebacoordenacao@gmail.com (Rita Neves)

 

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