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Biodanza, a dança da vida plena

No Dia Internacional da Dança, assinalado a 29 de abril, recordamos uma prática que usa a dança como terapia para o bem-estar integral. Em vez de se ensinar e aprender, a biodanza depende da experiência para promover a transformação e a mudança. Essas experiências são criadas através da música, dança e interação entre os participantes em exercícios e jogos cuidadosamente elaborados. Nicole Schwalb, facilitadora de biodanza, passou por Portugal e explicou-nos tudo.

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«A biodanza é essencialmente um paradigma corpo-mente para o desenvolvimento pessoal e humano», começa por explicar Nicole Schwalb, especialista internacional  em biodanza, que passou recentemente por Portugal para apresentar as descobertas científicas das últimas décadas acerca da neuroplasticidade, estabelecendo um paralelo entre o sistema de biodanza e os efeitos da sua prática a nível neurológico. (Saiba mais na galeria acima)

 

Nicole acredita que uma forte conexão mente-corpo e o desenvolvimento da consciência é fundamental para viver uma vida feliz e plena. A facilitadora desta prática tem 55 anos, mas esta viagem pelo mundo da expressão corporal e emocional começou apenas há seis. Nascida na África do Sul na década de 60, emigrou para a Austrália em ’78, com 15 anos, e mais tarde para Israel, com 30 anos, com um marido e dois filhos. Os seus estudos começaram por estar direcionados para a advocacia, área que exerceu até se mudar para Israel, onde se especializou em sociologia da lei. Atualmente, ainda com o marido e agora com três filhos já crescidos, Schwalb considera-se cidadã do mundo.

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«A minha jornada pelo mundo da biodanza começou há cerca de seis anos. Através do Pilates aprendi a controlar o meu corpo e movimento, a ser consciente da minha postura, a manter um núcleo forte que formou a base do meu movimento e do transporte do meu corpo. A força física que ganhei foi rapidamente traduzida em força emocional, especialmente com a capacidade de gerir e reduzir a dor», conta Nicole Schwalb à Mood.

 

Na verdade, a sua relação com a biodanza surgiu devido a antecedentes graves. Em 1989, aquando o nascimento do seu primeiro filho, Nicole sofreu uma ruptura de três discos vertebrais durante o parto, que pressionaram a espinhal medula e a deixaram paralisada. Depois de sete anos de dor, medicação e cirurgias, descobriu o Pilates e em apenas quatro meses conseguiu estabilizar a coluna e reduzir as dores. Tomou o gosto e, em 2007, começou a ensinar a prática, mais especificamente na área de reabilitação.

 

Por volta da mesma época, «fiz o meu primeiro retiro de 10 dias, em Vipassana, silencioso onde aprendi o antigo método somático de meditação da atenção plena. A integração dessas duas práticas convenceu-me da importância central do paradigma corpo-mente na experiência humana», partilha.

 

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Atualmente Nicole dá aulas de biodanza, dirige workshops que integram movimento, dança, práticas de meditação somática e trabalho em grupo dinâmico. A maioria dos seus clientes são pacientes ortopédicos com lesões de quadril, joelho e ombro, pacientes com cancro, pessoas que fizeram transplantes, pacientes com hepatite C submetidos a tratamentos terapêuticos extenuantes e aqueles que sofrem de fibromialgia e depressão pós-trauma.

 

«O meu objetivo principal é orientar os participantes a abrirem-se ao seu paradigma corpo-mente, a aprenderem a aproveitá-lo para assumir a responsabilidade e controlo sobre sua própria saúde, bem-estar e felicidade. Eu levo-os numa jornada de transformação e mudança. E funciona», confirma Nicole Schwalb.

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