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Bem-estar físico e mental: O que eu tenho de fazer?

Existem tantos fatores que contribuem para uma melhor saúde física e mental. A questão é que, se todos nós conseguíssemos fazer tudo aquilo que a ciência defende que é o mais adequado, então muitas das nossas tarefas obrigatórias ficariam por fazer, refiro-me às obrigações profissionais e de gestão familiar.

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Pensemos em conjunto: para cuidarmos da nossa saúde, é-nos dito que devemos conciliar a vida profissional com a vida familiar e com a vida pessoal. Dentro destas grandes áreas, temos várias tarefas que têm de ser cumpridas, como trabalhar oito horas por dia (na maioria das vezes), na área familiar, o cuidar da casa, fazer a higienização da mesma, preparar a alimentação, tratar da roupa, o cuidar dos filhos (se existirem) e a mais descurada é a área pessoal, onde entram a prática regular de exercício físico, o sono reparador, os momentos pessoais prazerosos como o ler, o ouvir música, o relaxar, o meditar, os momentos de conexão com o próprio, o self-care, nomeadamente, o cuidar da pele, do cabelo, do corpo.

 

Considero que a maioria das pessoas são bombardeadas com frases como “devias fazer exercício físico no mínimo três vezes por semana”, ou “devias ler pelo menos dois livros por mês”, ou “devias fazer meditação diária durante pelo menos quinze minutos”, ou “devias planear e decidir as refeições para a semana inteira”, ou “devias dormir pelo menos oito horas por noite”, etc. Acredito que estas frases são aterrorizadoras para todas as pessoas que não conseguem sentar-se durante dez minutos no sofá. As pessoas que não cumprem “os requisitos essenciais” para um estilo de vida saudável sentem-se pressionadas porque há uma ou outra pessoa à sua volta que consegue, e a comparação é inevitável. Não há uma solução mágica para conseguir conciliar todas as tarefas do nosso dia-a-dia, mas há palavras que me arrisco a dizer que são a chave do sucesso, que são delegar e priorizar!

 

É importante que as pessoas tenham a noção que não têm de ser elas próprias a fazer tudo, e que ao delegarem tarefas vão ter mais tempo e disponibilidade mental para se dedicarem a outras tantas tarefas que, se calhar, lhes dão o dobro do prazer. Acredito que tempo é dinheiro e, como tal, considero que em algumas situações é preferível investir um pouco mais, se possível, em benefício do tempo. Refiro-me, por exemplo, às compras online. Será que é assim tão imprescindível gastar duas horas por semana num supermercado para fazer as compras semanais? Ou é preferível que as compras venham até nossa casa por mais uns euros? Outro exemplo é a limpeza da casa. É preferível que alguém venha a nossa casa fazer uma limpeza semanal enquanto brincamos com os nossos filhos? Ou é preferível estar quatro horas a limpar a casa e no final desse tempo estarmos sem paciência e sem vontade de nos dedicarmos a eles?

 

Todas estas situações são apenas exemplos de tarefas que podemos delegar. A ideia aqui é que nós nos sentemos e escrevamos num papel aquilo que gostamos realmente de fazer, ou aquilo que podemos pedir ajuda a alguém que faça por nós.

 

No que se refere às prioridades, é necessário realçar que o que é prioridade para uma pessoa, pode não ser para outra. O importante é que quando estamos a fazer uma tarefa, estejamos dedicados de corpo e alma, ou seja, estejamos focados e não com os pensamentos desviados para a tarefa seguinte. Mais uma vez, se escrevermos tudo o que temos para desempenhar num determinado dia, é mais fácil começarmos a numerar as tarefas, das mais prioritárias às menos prioritárias, e assim sabermos o que deverá ser feito em primeiro e em último lugar. Elaborar um horário e tentar encaixar tudo aquilo que temos para fazer é uma forma de organizarmos o tempo que temos disponível. Outra estratégia é considerarmos as tarefas de lazer e bem-estar como “obrigatórias” e darmos-lhes um peso equivalente às tarefas profissionais ou familiares.

 

Acima de tudo devemos ser flexíveis e ter a capacidade de nos adaptarmos às circunstâncias e imprevistos que vão acontecendo, isto é, se tínhamos algo planeado e não conseguimos cumprir, temos sempre a possibilidade de compensarmos noutra altura, fazer cedências e alterações com as quais nos sintamos confortáveis.

 

Em suma, a grande reflexão deste texto é a capacidade de delegar e priorizar tarefas. Boas mudanças.

 

Por Marta Torres

Psicóloga

 

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