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Bater nos filhos. Sim ou não?

Segundo a psicóloga Conceição Nobre, «muitos comportamentos são aprendidos por observação e, por isso, é importante ser um bom modelo para os filhos».

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Ser mãe ou pai é das maiores e melhores dádivas da vida humana. Poder sentir um filho a crescer no ventre, colocá-lo no mundo e vê-lo evoluir é fascinante, mas sejamos realistas: não é fácil. Não é fácil ter sempre paciência para as birras, ser tolerante o suficiente quando partem algo, riscam as paredes ou são mal educados. Educar um ser humano não é tarefa fácil.

 

E é nos momentos mais desesperantes e enfurecidos que surge a questão: «E se eu lhe der uma palmada? Pode ser que se cale. Pode ser que aprenda».

 

Dar a primeira palmada é assumir que bater nas crianças é uma estratégia de resolução de problemas. Esta estratégia educacional, muitas vezes, não passa de um descontrolo parental. Na verdade, a criança a quem se bateu «pode focar-se mais no sentir-se magoada e menos no que fez de mal e, ainda menos, no que poderia ter feito diferente ou melhor», garante Conceição Nobre, psicóloga e psicoterapeuta.

 

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Esta ação, vista como violenta por uns e completamente banal por outros, é justificada pela dificuldade que representa educar uma criança, pelos infortúnios do quotidiano e não só. É quando se bate na criança que se capta a atenção dela e que se interrompe o comportamento inadequado. A lacuna neste modo de educação reside no seguinte: «as palmadas não explicitam limites nem mostram às crianças quais os comportamentos desejáveis», explica Conceição Nobre. O comportamento que se adota pode reforçar a autoridade enquanto pais, mas ao mesmo tempo pode danificar a imagem dos pais como adultos e o poder como educadores, no sentido mais profundo do termo».

 

Mas então, como posso impor autoridade ao meu filho sem recorrer à agressão física e/ou emocional? Quando surge a necessidade de impor autoridade porque a criança se portou mal, existem várias estratégias não agressivas e, mais importante, eficazes. É importante utilizar estratégias que mostrem «à criança quais foram as consequências do seu comportamento» e dar a «oportunidade de planear formas alternativas e mais adequadas de resposta» garante Conceição Nobre, sócia gerente da ‘PH+ – Desenvolvimento de Potencial Humano’.

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