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Baleias fazem luto como os seres humanos

Inteligentes e geralmente sociais, estes mamíferos marinhos forjam laços entre si mais fortes do que a morte. Um facto curioso, observado por cientistas, a partilhar neste Dia Mundial dos Oceanos.

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No Dia Mundial dos Oceanos, assinalado a 8 de junho, celebra-se a riqueza e a necessidade de preservar um mundo ainda largamente desconhecido para nós. É o caso deste facto curioso estudado pela Universidade de Milano-Bicocca, Itália: as baleias também fazem luto pelos seus pares, tal como nós.

 

Várias baleias de diferentes espécies foram vistas agarradas ao corpo de uma companheira morta, de acordo com um estudo publicado no ‘Journal of Mammalogy’ no verão passado. A explicação mais provável para esta situação é o sentimento de tristeza que também conseguem experienciar.  «Elas sentem dor e ficam confusas. Sabem que algo está errado», diz a coautora do estudo, Melissa Reggente, bióloga da Universidade de Milano-Bicocca, Itália, em declarações à ‘National Geographic’.

 

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Os cientistas descobriram um número crescente de espécies, desde girafas a chimpanzés, que se comportam com se sentissem a dor da perda de um ente querido. Estas descobertas aumentam a intriga de questões como: os animais sentem emoções? E se sentirem, como é que isso deve influenciar o tratamento humano para com estas criaturas?

 

Para o estudo, os cientistas reuniram relatórios, na sua maioria inéditos, do comportamento de luto de sete espécies de baleias, desde o enorme cachalote ao golfinho-rotador.

 

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Foi possível constatar que todas as sete espécies analisadas foram vistas na companhia de outras baleias mortas por todo o oceano. «Descobrimos que é muito comum e há uma distribuição mundial deste comportamento», informa Reggente à ‘National Geographic’.

 

A explicação para este tipo de atitude não é clara e pensa-se que possa estar relacionada com laços de cariz familiar. «Claro que pode ser apenas curiosidade (…), mas é possível ‘ler’ a dor nos animais, na energia que gastam para transportar as companheiras, ou caso contrário mantinham-nas mortas à tona da água», declara a antropóloga King, segundo as citações publicadas pela ‘National Geographic’.

 

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